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sábado, 25 de maio de 2024

CAFÉ ESPRESSO: DA GRAFIA A COMO FAZÊ-LO

 

Criado na Itália há mais de cem anos, o espresso – café tirado na máquina a partir de pressão -, chega ao século 21 mais especial e acessível do que nunca. Graças ao desenvolvimento do mercado de cafés gourmet e à proliferação de equipamentos (inclusive de uso doméstico), é possível preparar e degustar a bebida que revela como nenhuma outra a personalidade do grão.

No entanto, nem todo mundo conhece os segredos e a magia envolvida no preparo de um espresso perfeito. Uma bebida rica em óleos aromáticos e outras características naturais do café. Com notas equilibradas, corpo consistente, crema adequada e finalização marcante.

Neste post, revelamos para você os detalhes para a produção de uma xícara de café espresso de qualidade. Trata-se de um ritual detalhado, que envolve desde a escolha dos grãos de origem superior até a habilidade no trato com a máquina. Aproveitamos ainda para falar sobre os equipamentos profissionais e domésticos disponíveis no mercado, incluindo as máquinas de cápsulas.

Ao final da leitura, você saberá como preparar, avaliar e reconhecer um espresso feito na medida das mais altas expectativas de consumo. O resultado será uma experiência de satisfação até o último gole.


O que é e qual é o diferencial de um espresso?

No método de extração, a água quente e pressurizada passa pelo café de pó em segundos. É nessa pressão que se extrai o melhor do café, suas substâncias e aromas. O que garante ao espresso potência inconfundível.

Daí o fato de a bebida ser tão apreciada e badalada entre coffee lovers! É um café que concentra o máximo do sabor e aroma do grão. Capaz de revelar em detalhes as características sensoriais do varietal escolhido.

O segredo do espresso é a extração baseada na pressão com que a água aquecida atravessa o pó (mínimo de 1,2 bar). O tempo também deve ser preciso: em até 28 segundos. Por meio do sistema, o método retira todo o sabor e aroma do café moído e ainda faz a espuma característica, conhecida como “crema”.

No preparo desenvolvido em equipamentos manuais, automáticos ou semi-automáticos, a água perpassa o bolo de café com uma pressão muito forte. Em algumas máquinas, pode ser equivalente a um mergulho de 300 metros de profundidade no oceano!

Por todas as características, o espresso é o método de tirar um café que melhor preserva as características naturais dos grãos. Evidencia propriedades como aroma, acidez, doçura e amargor de forma muito equilibrada. É potente e revigorante. Traz alta concentração de óleos essenciais e revela como nenhum outro método a qualidade da matéria-prima.

Assim, o espresso é um café de características únicas e um método que prevê excelência em todas as etapas. Ele se difere daquele extraído em outros métodos como o coado (cuja extração depende da força gravidade) justamente pelo uso da pressão, o que revela potência de sabor.

O conjunto da escolha do tipo de torra e granulometria de moagem do grão, pureza da água, precisão na quantidade de pó, entre outros diferenciais. O resultado é uma dose única, tirada na hora, que concentra todas as qualidades sensoriais do grão.


Café expresso ou espresso?

Não é errado dizer expresso, no sentido de uma extração veloz. Aliás, o tempo foi o motivo pelo qual o industrial milanês Luigi Bezerra criou o método de automatizar o preparo de café, muito mais dinâmico que o filtrado em coador, lá em 1901. A fim de diminuir a “pausa para o cafezinho” de seus funcionários, ele desenvolveu uma máquina que usava água pressurizada em uma caldeira para atravessar o pó, deixando o café pronto mais rápido – daí o nome “expresso”.

Porém, o termo “espresso” significa “extraído sob pressão”. Fruto justamente do procedimento de extração.

Por isso, no Brasil e em muitos países mundo afora, grande parte do mercado especializado adota espresso para especificar o café extraído com água pressurizada. A adoção da grafia com s aqui e em outras plagas, como na Itália, representa ainda uma homenagem àquele país. Uma menção honrosa à pátria do fundador do método e à tradição no preparo e consumo da bebida.

Tenta encerrar a polêmica o dicionário Houais, que determina o significado do expresso, escrito com x, como “café que é preparado no momento em que o freguês pede, numa máquina especial”.

Portanto, escolha a grafia que preferir! O que importa mesmo é saber que, seja com s ou x, o método se refere a uma dose única da bebida. Especialmente tirada na hora, a partir de técnicas especiais.


Características do café espresso

Com a criação do espresso, os italianos apresentaram ao mundo o hábito de beber café feito por uma máquina. Num pedido feito para a ocasião, o café é extraído em pequena quantidade, a partir de água pressurizada que passa por um bolo de grãos moído na hora.

Baristas profissionais destacam que um espresso 100% satisfatório revela acidez, doçura e amargor em equilíbrio.

A pressão e o tempo preciso de preparo do espresso fazem com que as partículas do grão não sejam totalmente dissolvidas. Justamente por isso, o método revela de forma tão sensível às características sensoriais do café. Preserva compostos voláteis, a qualidade e os sabores do grão.

Vale ressaltar que, em relação ao volume de água, a quantidade de pó usado no método espresso é maior que em outros. O tempo de contato com a água, por sua vez, é bem menor do que o de uma extração por filtro. Tal dinâmica responde pelo perfil da extração de notas e aromas do café. A pressão da água na hora da filtragem também promove uma emulsificação dos óleos naturais e de compostos voláteis do fruto.

Portanto, respeitar o passo-a-passo de preparo é crucial para a qualidade da experiência de degustação.


O espresso tem mais cafeína?

No espresso, o pó é disposto no filtro como um bolo (cake) compactado. O objetivo é oferecer certa resistência à água, já que a forma como o líquido vai se espalhar e atravessar a massa também interfere na qualidade da extração!

Mas, diferente do que muitos pensam, a bebida extraída sob pressão não concentra mais cafeína. Pelo contrário: enquanto uma xícara de café coado pode conter entre 150mg e 300mg da substância, um tiro de espresso costuma ter de 90mg a 200mg.


A crema

O método é conhecido ainda por resultar na crema. A camada suave de 2mm a 4mm sobre a bebida é formada a partir de características próprias da extração sob pressão. Exemplo vem das bolhas de gás desprendidas no processo de torra e no preparo do espresso em si. Tudo isso influencia na formação de uma crema de qualidade.

Na xícara, a crema ajuda a preservar as qualidades sensoriais do grão durante a degustação do espresso, além de manter por mais tempo a temperatura e o aroma da bebida.

De acordo com especialistas, a crema de qualidade tem cor avelã e caramelo, com reflexos rajados. Deve ser densa e lisa e perdurar por 30 segundos, em média. Costuma também aderir às bordas internas da xícara.


Preparando o espresso perfeito

Pelo já descoberto até aqui, fica fácil perceber que o primeiro passo para extrair um espresso perfeito é escolher um café de origem 100% arábica. Ou seja, de qualidade superior. Lembre-se de que o método tem a capacidade e o diferencial de revelar as nuances do café como nenhum outro! Ou seja: qualidades ou defeitos do grão ficam marcantes no espresso.

O frescor do grão, a escolha da torra e da moagem também devem ser levados em conta. A torra ideal é a média escura, capaz de liberar açúcares e óleos naturais dos grãos. Aromas e sabores distintos. Na xícara, revelará menor acidez e corpos mais cheios. Outra dica é moer o café pouco antes do preparo a fim de preservar ao máximo o frescor do grão (cuja oxidação começa imediatamente após triturado).

A granulometria (ou tamanho) da moagem deve seguir o especificado por cada máquina de espresso. Porém, baristas lembram que não deve ser fina demais (para evitar o risco de superextração, ou uma bebida amarga demais) nem grossa ao extremo (com pena de subextração, uma bebida fraca, mal tirada).

É importante cuidar da dosagem e de uma compactação consistente do café para reduzir variáveis que influenciam na extração.

Outro ponto diz respeito à qualidade da água usada no processo, em quantidade padrão de 50ml no Brasil, faz diferença para o sabor da bebida. Prefira a filtrada e sem a presença de metais pesados como cloro, cálcio, cobre, alumínio e outros.

Uma receita básica de espresso é:

7g (podendo exceder em + ou – 0,5g) de café por xícara.

A pressão da bomba deve estar em 9 bar.

90ºC de temperatura de saída da água

45 ml de água mineral ou filtrada

22 a 28 segundos de extração (desde o acionamento da água) para 45 ml.

Uma dica é prestar atenção à temperatura da água: se baixa, resultará em uma crema clara e em uma bebida de acidez desagradável; se alta demais, trará um retrogosto queimado ao espresso! Por fim, três características representam o perfil de sabor de um espresso perfeito. São elas:

Acidez que revela notas frutadas. Cítricas, de bagas (morango, amora, mirtilo), de caroço (pêssego, damasco, ameixa) ou de frutas de sementes como maçã e melão.

Doçura natural, remetendo a açúcar, mascavo, melado, malte e ou mel.

Amargor equilibrado.

Avalie: em um espresso bem tirado, nenhum sabor deve sobressair ao outro!


Bebidas à base de espresso

De acordo com a quantidade preparada e o tamanho da xícara, o espresso ou café de máquina dá origem a diferentes bebidas.

As mais populares são o café ristretto (ou curto), o lungo e o doppio, também chamado de duplo.

A seguir, falamos detalhadamente sobre as características de sabor dessas variações do café espresso.


Café curto ou ristretto

Muito apreciado por quem gosta de cafés especiais, o ristretto (restrito ou limitado, em italiano) é preparado com a mesma quantidade de pó que o espresso tradicional, porém menos volume de água. Em geral, entre 15ml e 20ml de altura na xícara.  

Durante a preparação de um ristretto, apenas os elementos mais finos do café, que se dissolvem facilmente do grão, são extraídos. Assim, a bebida possui menos componentes totais que um espresso ou um lungo (ou longo), incluindo cafeína. Porém, é a concentração deles em poucos ml que garante o perfil da bebida: bem mais intenso, encorpado e oleoso. Por isso é reconhecida como néctar do café.

O sabor é avaliado como rico e complexo, e um ristretto bem tirado apresenta doçura natural. No aspecto, apresenta cores que variam entre o chocolate e nuances terrosas, com a parte final da extração mais clara e com tons dourados. O sabor final também deve ter menos amargor que um café espresso.

Diante da complexidade gustativa, apreciadores apontam como ideal que o ristretto seja tomado puro, na forma de shot.  Mas há quem não abra mão de utilizar essa versão de espresso para a preparação de cappuccinos, por exemplo. O resultado será uma bebida de sabor mais pronunciado e intenso que a tradicional.


Café longo ou lungo

Já o lungo (longo) leva mais água, quase o dobro em comparação ao ristretto. O volume médio é de 60ml.

O resultado é uma bebida de sabor e aroma mais fracos que o espresso tradicional. Porém com mais cafeína, já que o pó permaneceu em contato com a água por mais tempo.


Café doppio ou duplo

Equivale a dois shots de espresso numa xícara: aproximadamente, 60ml. Porém, também leva o dobro de pó.

No preparo, o doppio corresponde a “1 café espresso + 1 café espresso”. Na máquina, é preciso tirar dois cafés espresso e juntá-los na mesma chávena ou caneca.

Portanto, apresenta mais cafeína em comparação a versão tradicional, entre outros componentes totais do café.

Uma dica para personalizar a dose dupla é trabalhar com diferentes quantidades de pó, na medida para um paladar de perfil mais ou menos potente.


Máquinas de café espresso

Com o avanço da tecnologia, as máquinas de espresso também evoluíram.

A composição básica é um caldeira (que aquece a água), uma bomba elétrica  para empurrar e fazer uma pressão de cerca de em média 9 atmosferas e um grupo de extração (que recebe o pó moído e pressionado).

O sistema é acionado por alavanca ou botão. A partir daí, a água começa a ser liberada, passa por uma serpentina e é enviada até o cake de pó compactado.

O que difere máquinas profissionais e domésticas é a complexidade do sistema e o tamanho das peças. Mas fique tranquilo! Não é nada que influencie a qualidade do café tirado.

Conheça, a seguir, os modelos de máquinas de espresso existentes no mercado.


Máquina de café espresso manual ou semiautomática

Ambas exigem que você faça a moagem do grão, a dosagem e a compactação do café moído. Perfil semelhante ao explorado nas cafeterias.

Outras funções podem ser reguláveis, como pressão, tempo de preparo e temperatura. A grande diferença é que a manual possui uma programação específica para uma certa quantidade de café: em geral, uma ou duas xícaras.


Máquina de café espresso automática e super-automática

São as mais utilizadas em estabelecimentos comerciais, devido à autonomia e velocidade para o preparo da bebida. Possuem um moinho eficiente e de fácil funcionamento.


O controle de água e pressão são pré-definidos.

Para usar, basta abastecer o reservatório de água e de grãos, e o sistema faze tudo de forma automatizada, com um simples toque de botão. O café é moído, o pó direcionado e compactado no grupo de extração e, por fim, a máquina “tira” o espresso com a precisão de um profissional.

Tanta tecnologia salga o preço. Saeco, De Longhi, Gaggia e Jura são as marcas mais conhecidas.

Outra atenção diz respeito à manutenção do equipamento. É necessário manter o reservatório de água limpo e sem resíduos, higienizar bicos de saída de café e o reservatório da borra.


Máquinas de café espresso em cápsulas

É a que oferece mais comodidade no preparo do espresso.

As cafeteiras de cápsulas também funcionam a partir da pressão, como os outros modelos, porém não utilizam etapas como moagem.  A dose de café vem pronta de fábrica! E o consumidor não precisa se preocupar com moagem, compactação do pó e nem com a limpeza do grupo de extração ou dos bicos após o preparo.

Tanto pressão quanto a temperatura da água são automáticas.

Aqui, apresentamos três das máquinas de cápsula líderes de mercado.

Nespresso

Máquina que prepara diferentes tipos de café.



Conta com nove famílias (ou modelos), com diferentes intensidades e características cada, que preparam do ristretto ao longo. Outro diferencial vem da oferta de acessórios, que vão de diferentes porta-cápsulas a xícaras, bandejas, itens para baristas (como os espumadores de leite) e maletas para transportar a máquina com segurança. Existem muitas cápsulas compatíveis com esse tipo de máquina, o que pode aumentar sua gama de cafés!

TRES

Máquinas da marca 3 Corações, prepara cafés espressos e filtrados (como o café coado), além de cappuccino, café com leite, chocolate quente e chás (preto, capim-cidreira, erva-doce e camomila, todos naturais).

Também conta com acessórios como porta-cápsulas, bandejas, colheres e a já famosa xícara em formato de coração.

Dolce Gusto

O equipamento da Nescafé prepara espressos, longos, cappuccinos, chocolates e chás (duas versões geladas, além do chai latte e do marrakesh tea, todos solúveis).


Porém, a marca não conta com a oferta de acessórios.


Texto extraído de: https://blog.ucoffee.com.br/cafe-espresso/

sexta-feira, 7 de julho de 2023

O VOLUME DO ESPRESSO



Uma das temáticas nos cursos de baristas e amantes de café é o volume final do espresso. Quanto, tem, afinal, um espresso equilibrado?

O volume do espresso tradicional italiano fica entre 25 e 35 ml, mas trabalhamos com 30ml.


Volume do Espresso X Peso do Espresso

Há os que prefiram medir o espresso em uma constância de peso em gramas. O volume varia eventualmente (pouco), mas a quantidade é pesada e fixada: entre 27g e 30g, respeitando um “ratio” ou uma proporção pré-estabelecida entre a gramatura do pó de café e da água.

É necessário ter medida, claro. Mas, no final, o volume tende sim a ficar na meia xícara brasileira que tem de 50 a 60 ml, quase o dobro da medida italiana!

Mas por quê preferimos assim?


O volume da meia xícara

Porque o espresso – assim como todas os outros métodos preparo – é extraído em camadas. Isso significa que as partículas mais facilmente dissolvidas na água são extraídas primeiro e vão parar diretamente na xícara. Enquanto outros compostos são extraídos ao longo do contato da água quente com o pó de café.

No caso do espresso o processo acontece rapidamente, mas de forma mais intensa. Portanto essas camadas ficam bastante evidentes. É por isso também que, independentemente de adoçar ou não o seu cafezinho, a mexida é fortemente recomendada.

Mas e o volume? 

Os 30 ml (ou as 27 g aproximadamente) nos garante a extração de tudo o que queremos. Mais que isso a gente dilui mais o espresso e acaba extraindo compostos que não gostamos tanto, como os de gosto mais amargo, por exemplo.

E, menos que isso, o café fica concentradíssimo. Nada contra, mas é uma experiência bastante intensa. Eu, particularmente, sou bastante entusiasta dos curtos, curtíssimos (de 15 a 20 ml) quando bem extraídos, porque são intensos e tendem a ter muitíssima doçura.


Brasil vs Itália

Nesse clássico, a cultura do espresso italiano leva a melhor. Não tem nada de errado em preferir os longos ou curtos, mas medida é medida e para ter parâmetro a gente opta pelo equilíbrio. E o equilíbrio, amigos, está na meia xícara. 



Texto extraído de: https://www.minestrone.com.br/colunistas/espresso-com-a-barista/o-volume-do-espresso/
Fonte Imagem: https://www.minestrone.com.br/colunistas/espresso-com-a-barista/o-volume-do-espresso/


 

sábado, 17 de dezembro de 2022

ESPRESSO OU RISTRETTO. EIS A QUESTÃO

Espressos, lattes, flat whites, americanos, long blacks… Quando você pensa que conhece e entende as diferenças entre todas essas bebidas, você ouve alguém à sua frente na cafeteria pedindo um “ristretto”. Espera, o que é isso agora?


O que é um Ristretto?

Antes de entendermos o que é um ristretto, precisamos entender o que é o espresso. Um espresso é uma pequena dose de 30 ml de café. Alta pressão e água extremamente quente são forçadas a passar pelo café moído bem fino por 25 a 30 segundos para criar uma bebida intensa e encorpada.

Um ristretto, por outro lado, é o irmão mais curto do café espresso, mas só porque é mais curto não significa que ele tenha menos para oferecer.

Em termos de processo, as duas bebidas são quase iguais. A mesma dose de café moído é colocada no mesmo cesto de porta filtro. Eles usam a mesma temperatura e pressão da água. Ambos são produtos de uma máquina de café espresso (não, não existe uma máquina comercial especial para ristrettos).

Em italiano, ristretto significa “restringir”, e isso se traduz em sua xícara de café. Um ristretto é uma versão restrita e “mais curta” de um espresso: se usa menos água e, assim, se faz uma bebida menor. Dependendo do café ou das escolhas de preparo do barista, o ristretto será de 15 a 25 ml. Como o ristretto é tão pequeno, algumas cafeterias escolhem apenas oferecer o ristretto duplo.

Uma vez que o ristretto é em geral uma dose mais curta que um espresso, a bebida final tem um sabor ligeiramente mais doce e mais concentrado, que se desenvolve sem qualquer amargor.

Mas essa é só uma introdução sobre o que é o ristretto, agora vamos ver para você, seja um barista ou amante de café, com mais detalhes o que isso realmente significa.



COMO FAZER UM RISTRETTO

Alguns baristas e cafeterias gostam de extrair o ristretto de maneira semelhante ao espresso. Outros gostam de divergir um pouco.

Lembre-se, todas as doses de ristretto usam a mesma dose de café moído, pressão da água e temperatura da água, assim como com o espresso. Por outro lado, se usa menos água. Para conseguir um bom resultado, algumas cafeterias recomendarão aos seus baristas para extrair o ristretto em apenas 15 segundos. Outras cafeterias optarão por uma moagem mais fina, dessa forma o tempo de extração será similar ao do espresso.

E claro que, essas são informações de um modo geral. Cada café é único, e as receitas usadas para o preparo tanto do café espresso quanto do ristretto devem ser também. As cafeterias da terceira onda devem fazer experiências para encontrar o tempo de preparação perfeito, a dose, a proporção de água, a temperatura entre outros detalhes específicos para cada café. Isso garantirá o melhor sabor e corpo da bebida.


A DIFERENÇA DO SABOR

A maior e mais importante diferença entre um espresso e um ristretto é o sabor. Primeiro, vamos focar um pouco em teoria da extração e dos sabores.

O corpo, ou paladar, é determinado pelo café verde, estilo da torra e o método de extração. Com ambos, café espresso e ristretto, a alta pressão cria um corpo viscoso como xarope.

No entanto, diferentes sabores e aromas são extraídos em diferentes momentos. Primeiro, você terá sabores mais delicados (pense em cold brew), seguidos de acidez, doçura e equilíbrio e, finalmente, amargor.

Isso significa que, com um ristretto, você está restringindo a quantidade de compostos amargos que podem aparecer, devendo ser uma xícara de café mais doce e intensa.

Contudo, isto também adiciona um risco extra. Enquanto estamos extraindo um ristretto para destacar os aspectos anteriores e mais doces do nosso espresso, também corremos um risco maior de sub-extração. Cafés sub-extraídos podem ser excessivamente ácidos e desagradáveis. Então, é muito importante que o equilíbrio certo seja encontrado. Você precisa controlar o ponto da moagem e o tempo de extração  para obter a doçura máxima do café.

Também é importante notar que a acidez no café nem sempre é uma característica de café ruim. De fato, torras ​​mais claras tendem a ter mais acidez, pois permitem que mais características do próprio café, seja de forma floral ou frutada, se destaquem. O mesmo acontece com certas origens. Tudo se resume a usar a receita certa de ristretto para o café certo.


E QUANTO AS BEBIDAS A BASE DE LEITE?

Um ristretto é tradicionalmente bebido em um único gole, mas um número crescente de cafeterias está usando o ristretto em suas bebidas à base de leite (cappuccino, latte, flat white, etc.) E os resultados são um pouco diferentes das bebidas feitas com café espresso.

As bebidas à base de leite são mais doces e cremosas. Mas lembre-se que o ristretto já é mais ousado, mais doce e mais intenso. O leite acentua essa doçura ainda mais nas bebidas à base de ristrettos do que nas bebidas à base de espressos.

Entretanto, algumas pessoas não gostam de café de torra clara em bebidas a base de leite – especialmente se for levemente sub-extraído. 


O LUNGO: ALEM DO RISTRETTO E ESPRESSO

Então, agora sabemos que um ristretto é, de modo geral, uma versão mais curta e doce de um espresso. Mas só para adicionar um vocábulo extra de café, vamos nos familiarizar com o lungo. Em italiano, lungo significa “longo”. Basicamente, é o oposto de um ristretto, em vez de usar menos água, você usa mais para uma extração mais longa. Isso pode levar a mais amargura (se lembra da teoria da extração que vimos anteriormente?), mas algumas pessoas também argumentam que ela permite uma maior complexidade do sabor na xícara.


RISTRETTO CONTRA ESPRESSO: QUAL É O MELHOR?

Neste confronto de café, a melhor bebida se resume aos seus gostos pessoais. Se você está procurando uma forma fácil de beber do espresso, o ristretto é uma ótima opção. Você pode apreciar a doçura acentuada e intensidade em uma forma menor (mas com o mesmo concentração de cafeína). Por outro lado, um café espresso pode oferecer-lhe um copo mais complexo com ligeiro toque de amargor.

Assim como com todo o resto sobre o café, você pode ler todos os posts de um fórum e todos os artigos, você pode fazer toda a pesquisa, mas a melhor maneira de descobrir qual é o melhor é testá-lo por si mesmo. Experimente o ristretto e o espresso de todas as formas: puro, preto, com leite … Prove com grãos diversos e preparados por diferentes baristas. Tome notas. E veja qual você prefere.



Texto extraído de: https://perfectdailygrind.com/pt/2020/10/29/guerra-das-extracoes-espresso-contra-ristretto/
Fonte Imagem: https://perfectdailygrind.com/pt/2020/10/29/guerra-das-extracoes-espresso-contra-ristretto/


 

DO LONGO AO RISTRETTO

 

Quantos de nós já abriram o menu de uma cafeteria e nos deparamos com um roll de nomes e tipos de café expresso, e sempre nos perguntamos: Mas não são todos espressos?

Sim… São todos espressos, mas cada um tem sua diferença em sabor e qualidade.
Por exemplo:


Café Expresso

É o café curto, como é muitas vezes colocado em alguns menus. Apresenta 25 a 35 ml na xícara de 50ml. É mais encorpado, pois o contato com a água durante sua extração é rápido e, por isso, seus óleos essenciais estão mais presentes.


Café Ristretto

É o expresso “curtíssimo” com 15 a 20 ml de volume e é servido na xícara de 50ml. É considerado o néctar do café e, por incrível que pareça, é extremamente doce se bem tirado. Este é um espresso que exige um paladar requintado por parte do tomador, muitas vezes já vi clientes reclamarem que está faltando café na xícara, ou que este é pouco. O interessante é que não é porque vem menos é mais barato, não se engane, este é o suprassumo e exige seu preço e respeito.


Espresso brasileiro

Apresenta 40 a 50 ml (xícara cheia). Ele é servido com mais café, pois a cultura brasileira está habituada com quantidade e não qualidade, infelizmente, e acabamos muitas vezes diminuindo a qualidade de um bom café. Enquanto o Brasil tem o padrão de 50ml de expresso, outros países adotam no máximo 30ml de café para não perder ou enfraquecer a presença dos óleos essenciais.


Espresso Italiano

Considerando a quantidade de café (25 a 35ml), ele se parece com o café curto e o expresso, mas, muitas vezes, a diferença está no blend. De acordo com a barista Cecília Sanada, ele é bem cremoso devido à mistura dos grãos robusta e arábica, o que resulta em um café com corpo mais aveludado.


Café Carioca

Apresenta 25 a 35 ml de café (assim como o expresso e o curto), mas é diluído em 20ml de água quente.


Café Longo

Xícara de 50ml cheia com café ou, em alguns casos, conta com a adição de água quente. Indicado para quem gosta de tomar muito café, mas não se importa muito com a qualidade. Isso porque o néctar do café está nos primeiros 30mls que são extraídos.


Café Americano

Apresenta as mesmas características que o café carioca e longo: café diluído em água quente, podendo apresentar 50ml ou mais. Recebeu este nome, pois o consumidor norte-americano gosta de tomar bastante café, mas com sabor menos acentuado.


Cafezinho

Café coado que lembra infância. Geralmente é servido doce, mas isso não é uma regra. Trata-se de um café bem concentrado, que é filtrado e servido na xícara de 50ml. De acordo com a especialista em cafés, Cleia Junqueira, o nosso “cafezinho” é o mais concentrado do mundo. É aquele do nosso lar, doce lar.


“Chafé”

Ok, esse café não existe, mas muita gente consegue fazer em casa. É a gíria popular para definir um café com pouca concentração de pó, resultando em uma bebida mais fraca. Este termo geralmente é usado para denegrir um café mal feito, e infelizmente há cafeterias que abrem no país que não primam pela qualidade e serve a seus clientes esse café mal feito.


Texto extraído de: https://www.mexidodeideias.com.br/curiosidades/tipos-de-cafe-1-do-longo-ao-ristreto/
Fonte Imagem: https://www.mexidodeideias.com.br/curiosidades/tipos-de-cafe-1-do-longo-ao-ristreto/


CIENTISTAS ENCONTRARAM MANEIRA IDEAL DE PREPARAR CAFÉ ESPRESSO (2020)


Pesquisadores dos Estados Unidos, da Irlanda, da Austrália e da Suíça se juntaram para desafiar a sabedoria popular sobre a preparação de um bom café espresso. Eles descobriram que menos grãos, moídos de forma mais grosseira, são a chave para uma bebida mais consistente e forte. O trabalho deles foi publicado no dia 22 de janeiro, na revista Matter.

Em geral, os grãos são moídos o mais fino possível. De acordo com os autores do estudo, essa moagem fina permite mais espaço na superfície em contato com o líquido, o que deveria aumentar o rendimento da extração - a fração do café moído que realmente se dissolve e acaba na bebida final.

Mas, na verdade, é preciso levar mais fatores em conta. Os cientistas bolaram um modelo matemático para analisar o processo adotado por um barista - a proporção da água e do pó de café, a finura ou grossura dos grãos e a pressão da água - e compararam com experimentos feitos em laboratório. A moagem fina adotada pelos profissionais do café entupiu a cafeteira, reduzindo o rendimento, desperdiçando matéria-prima e resultando em variações no sabor.

Mas desenvolver um novo modelo de preparo do café não é uma tarefa tão simples. Isso porque o rendimento da extração depende de como a água passa através da massa de grãos. Essa massa é composta de milhões de grãozinhos de diferentes formas e tamanhos, que ficam presos de forma irregular em um único filtro.

Para superar esse obstáculo, os pesquisadores recorreran à eletroquímica. Eles observaram como a cafeína e outras moléculas se dissolvem nos grãos de café, e compararam com o modo como os íons de lítio se movem através dos eletrodos de uma bateria. Com isso, eles chegaram a um modelo de extração do café expresso ideal.

Eles viram que com uma moagem mais grossa, a água flui mais rapidamente. Além da economia de café, uma das principais conclusões é que baristas conseguirão economizar até 25% por dose, aumentando seus lucros significativamente.

"A maioria das pessoas na indústria do café está usando configurações de moagem fina e muitos grãos de café para obter uma mistura amarga e ácida que é imprevisível e irreprodutível", diz Christopher Hendon, um dos autores do estudo. "Parece pouco intuitivo, mas experimentos e modelagem sugerem que doses eficientes e reproduzíveis podem ser feitas simplesmente usando menos café ou moendo-o de maneira mais grosseira".

Além disso, essa “economia” de grãos será amigável também ao meio ambiente. Estima-se que 60% das espécies de café estão entrando em extinção em suas áreas históricas de produção por causa das mudanças climáticas. O cliente e o planeta agradecem.



Texto extraído de: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2020/01/cientistas-descobrem-formula-para-fazer-o-cafe-expresso-perfeito.html
Fonte Imagem: https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2020/01/cientistas-descobrem-formula-para-fazer-o-cafe-expresso-perfeito.html


terça-feira, 13 de dezembro de 2022

BARISTAS: COMO EXTRAIR UM ÓTIMO ESPRESSO


Se você é um barista experiente, talvez sofra algumas vezes para extrair um ótimo espresso.  E se você ainda é novato, certamente terá dificuldades.

Não se preocupe. É claro que a prática leva à perfeição, mas vou compartilhar algumas dicas que podem ser úteis. Elas são para ajudar a produzir doses melhores e mais consistentes sempre. Além disso, adotar esses hábitos permitirá que você melhore ainda mais rapidamente.

Observe: a técnica a seguir é baseada no volume da bebida vs. tempo de extração, não considerando o peso da bebida. Confira um método de calibragem diferente ao final do artigo.


Crédito: Nathan Dumlao


Aperfeiçoando Sua Dose de Espresso: A Coisa Mais Importante

Antes de começarmos, eu quero dar um conselho importante a você. Não importa a sua técnica, receita, ou equipamento, o mais importante é focar na consistência. Tenha a certeza de que esteja fazendo as coisas do mesmo jeito sempre – a menos que você esteja experimentando com as variáveis, é claro.

E nesse caso, assegure-se de mudar apenas uma coisa por vez. Mantendo todo o resto constante, você pode confiar que essa variável é a causa de qualquer diferença no sabor do seu espresso, TDS ou satisfação do cliente.

E, finalmente, para ajudá-lo a manter a consistência, tome notas. Registre o seu método e os experimentos que faz.

A consistência é a chave. Ela ajudará a avaliar sua técnica e certificará que, quando você extrair uma dose surpreendente, poderá repeti-la todas as vezes.


Crédito: Tyler Nix.

Entendendo o Básico do Espresso

“O espresso é uma bebida de 1 fl. Oz.  (30ml+/- 5ml) feita de pó de café, vertida por um lado de um porta-filtro, em uma extração contínua”. Isto conforme as Regras e Regulamentos do Campeonato Mundial de Barista de 2017. Eles também estabelecem que “um tempo de extração entre 20-30 segundos é recomendado, mas não obrigatório.”

Vamos tomar esses 20-30 segundos como nosso padrão. Porém, tendo em mente de que não há regra precisa para o tempo. Isto porque o tempo de extração dependerá de quanto pó de café você colocará na cesta, do quão grossa é a moagem, da origem, do perfil de torra, da data da torra…

Mas isso já é demais. Vamos simplificar: quanto mais grossa a moagem do café, mais rápida será a extração. Quanto mais fina, mais lenta ela será.

Simples assim.

OK, vamos colocar toda essa teoria em prática!


Crédito: Ivan Petrich

Quanto Café Você Deve Usar?

Para responder essa questão, confira o volume da cesta. Há cestas com vários formatos e volumes. Normalmente, uma cesta com porta-filtro duplo acondiciona de 18 a 25g de pó de café – mas confirme exatamente a quantidade antes de você começar a moer. Além disso, certifique-se de que cada porta-filtro na máquina tenha o mesmo tamanho em todos os grupos.

A maioria dos fabricantes descrevem a capacidade de seus filtros por massa (gramas), não por volume (ml). Isto significa que temos mais uma coisa a considerar: a densidade do café. Cafés diferentes possuem densidades diferentes e, portanto, você precisará ou dosar pelo peso ou fazer experimentos a cada novo café.

Para começar, tente encher o porta-filtro até a borda antes de compactar. Porém, assegure-se que após compactar, o porta-filtro se ajuste bem à cabeça do grupo e não raspe o café. (Mais informações sobre compactação em breve!)

Utilize uma balança para medir as doses. Seja consistente. Se você tiver um moedor automático, será mais fácil; caso tenha um moedor com regulagem manual, você terá que praticar muito mais para aperfeiçoar sua técnica. É uma habilidade que vale a pena refinar. Se você trabalha em um café movimentado, talvez descubra que sequer terá tempo de pesar cada dose – o que torna a dosagem visual vital.


Crédito: Ivan Petrich

Selecionando o Tamanho da Moagem

OK, vamos retornar à nossa fórmula para o tempo de preparo do espresso. Temos o volume da bebida (30 ml, segundo as diretrizes do Campeonato de Barista de 2017) e a dose de café (confira sua cesta). Agora, você precisa providenciar a granulometria ideal. Mesmo que você precise de uma moagem fina para o espresso, ainda vai querer variá-la para diferentes grãos de café.

Então, como saber qual tamanho de moagem é o correto? Primeiro, procure atingir o tempo de extração recomendado (25-30 segundos) e depois tente descobrir a dose de espresso com melhor sabor com extração dentro desse tempo (seja sua escolha feita pelo gosto ou pelo TDS). Faça isso ajustando os discos de moagem. Lembre-se de experimentar todas as extrações, e tome nota.

Com alguma prática, você começará a entender o comportamento do seu café ao desacelerar ou acelerar as extrações. Com esse conhecimento, você será capaz de alcançar o perfil sensorial que tem em mente.

Uma última nota sobre configurações de moagem: mesmo após você encontrar seu perfil ideal para um café em particular, esteja ciente das variações ao decorrer do dia. O tempo de extração tende a variar com as condições do ambiente (especialmente quando a umidade relativa muda e os grãos absorvem parte dessa umidade no ar). Você precisará perseguir seu perfil sensorial ideal, ajustando as configurações da moagem, como requerido.


Crédito: The Coffee Officina

A Compactação Perfeita

Há duas coisas a considerar ao compactar: nível e pressão. Em primeiro lugar, o seu bolo de café precisa estar o mais nivelado possível. Esta é uma questão séria. Se você compactar quando o bolo de café estiver um pouco desnivelado, aquela água quente pressurizada não conseguirá passar pelo café de maneira uniforme. Em vez disso, encontrará o caminho mais curto e seguirá por ele, algumas vezes fazendo um buraco ainda maior no bolo de café. O resultado? Uma mistura de café super e subextraído, o que terá um gosto amargo e azedo, respectivamente. (E uma inabilidade de repetir sua dose.) Nota: você pode observar esse problema pela canalização, especialmente se você tiver um porta-filtro “naked“.

Há várias dicas diferentes para assegurar uma distribuição uniforme do café – e você perceberá que muitas destas são controversas. Contudo, uma tapinha leve antes de compactar (nunca depois!) é geralmente recomendado.

Então, uma vez que você distribuiu o café o mais uniformemente possível, é hora do momento mágico: a compactação. Tente fazê-la em um movimento limpo e preciso.

E quão forte você deve compactar? Há diferentes pontos de vista sobre isso. Algumas pessoas afirmam que é necessário compactar bem forte (em torno de 20kg), enquanto outras dizem para pressionar gentilmente. Se você fizer alguns testes, perceberá pouca relação – ou nenhuma – entre sua força, o tempo de extração, e o perfil do sabor. Portanto, eu recomendo que você não gaste sua energia nisso. Preserve-a para outras coisas.

Em outras palavras: não importa se você compactar forte ou não. Apenas o faça de forma consistente sempre.

Uma última dica de compactação: para checar o nível do café compactado, você pode elevar o porta-filtro à altura dos olhos com o tamper ainda sobre ele, após a compactação, depois gire o porta-filtro para inspecionar a compactação de diferentes ângulos. Se você notar algo errado, pode tentar consertar. Mas esteja ciente de que todas as vezes que você tenta ajustar o café, talvez cause problemas ainda maiores.


Verifique se o café está nivelado. Crédito: Ivan Petrich

Finalmente chegou a hora! Você pode extrair aquela dose de espresso e ter confiança que dará certo. Não esqueça de fazer o flush entre as extrações. Tente ligar instantaneamente o botão tão logo o porta-filtro esteja acoplado. Verifique a dose e a xícara de espresso antes de acoplar o cachimbo – e vá em frente!



Texto extraído de: https://perfectdailygrind.com/pt/2020/06/08/baristas-como-extrair-um-otimo-espresso/
Fonte Imagem: https://perfectdailygrind.com/pt/2020/06/08/baristas-como-extrair-um-otimo-espresso/