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sábado, 30 de abril de 2022

CAFÉ DA ROÇA COM GOSTO DE ANTIGAMENTE


Filmado no Bairro do Serrano em São Bento do Sapucaí SP, no Engenho Velho Delícias da Roça. Neste pequeno pedaço de paraíso, escondido nas montanhas, os donos insistem ainda em manter alguns fazeres de antigamente, tais como doces, rapadura, melado, fubá de moinho de pedra, broas caseiras e o delicioso café torrado no fogão de lenha e pilado em um antigo pilão de madeira. O Engenho Velho tem moinho, monjolo, fornalha, fogão de tacho e um antigo engenho onde é moída a cana para a rapadura. 

O local está aberto para visitação todos os dias da semana, mas o ideal é agendar uma visita num dia em que há atividade ou então para combinar um gostoso café caipira com bolos, roscas, geléias e queijo mineiro feito ali mesmo.



SOCANDO CAFÉ NO PILÃO, TORRANDO E COANDO NA HORA

Vídeo de um Brasil Profundo como memória de nossa gente, nossos costumes e nossa terra...

TORRADOR DE CAFÉ: ARTEFATO MUITO PRESENTE NAS ROÇAS BRASILEIRAS

 


Torrador de café, uma das antiguidades muito utilizadas desde o Brasil Colônia, até meados de século XX; em diversas regiões do Brasil.

Ele era um utensílio muito presente nas cozinhas das nonas, que torravam o café no torrador, aquecido pelo fogo do fogão a lenha, que impregnava o ambiente, com o perfume dos grãos e com o forte cheiro da fumaça. Havia outras opções mais rudimentares que tinham o mesmo objetivo.

Após ficar aproximadamente 40 minutos no recipiente, os grãos eram resfriados e posteriormente moídos, em pequenas porções em moinhos manuais. O pó do café era colocado no mancebo, que recebia a água fervente adoçada com a tradicional rapadura.


O ponto ideal da torra do café se baseava na coloração da fumaça exalada e do odor característico dos grãos. O barulho incomodava; além de esquentar muito quem manipulava o artefato, mas era a garantia da bebida quente tão apreciada pelos brasileiros.


COMO ERA O TORRADOR DE CAFÉ?

O artefato era confeccionado de metal e madeira, em formato esférico, movido por uma manivela, que girava lentamente os grãos, em movimentos circulares, para evitar que eles ficassem queimados; além de garantir uma torra uniforme.

O recipiente esférico que tinha contato com o fogo, era ligado à manivela em aço, que ao final dela tinha uma proteção madeira, que o fazia girar. A proteção era de madeira para evitar o aquecimento; além da proteção das mãos de quem a movia.

O utensílio possuía uma haste, que servia para abri-lo para colocação dos grãos; além do fechamento da bola, com o objetivo de prender os grãos a serem torrados.

A bola tinha como sustentação uma panela redonda, sem fundo, para garantir que o fogo tivesse contato com a esfera que girava. A panela colocada na trempe do fogão era segurada por uma haste. Outra haste era ligada à esfera para movimentação, enquanto a da panela era segurada para mantê-la sobre a chama do fogo.

 

EVOLUÇÃO DO ARTEFATO

Os torradores de café passaram por diversas transformações até chegar ao modelo esférico tão utilizado no Brasil, que perdeu sua função sendo substituído por moedores elétricos e mais rápidos, que são encontrados nas modernas cafeterias.

Mas, independente de seu formato, ele ajudou muito na comercialização dos grãos e na preparação do cafezinho, que é uma das bebidas mais populares no Brasil e no mundo.


ONDE ENCONTRAR O TORRADOR DE CAFÉ?

O torrador de café atualmente é encontrado em museus da zona rural; ou em locais que têm o turismo rural como atrativo principal.
 

A IMPORTÂNCIA DO CAFÉ PARA O BRASIL

 A lavoura de café foi responsável pelo desenvolvimento do Brasil, de 1840 a 1889, sendo inicialmente responsabilidade dos escravos traficados para o Brasil. Eles plantavam, colhiam, lavavam, secavam e ensacavam os grãos.


Posteriormente, os imigrantes começaram a fazer o serviço nas grandes fazendas de café, cuja cultura impulsionou melhoria dos meios de transporte, abertura de rodovias, construção de estradas de ferros; além do surgimento de vilas que deram origem às grandes cidades.


Texto extraído de: https://www.coisasdaroca.com/coisas-antigas-da-roca/torrador-de-cafe.html
Fonte Imagem: https://www.coisasdaroca.com/coisas-antigas-da-roca/torrador-de-cafe.html

 

quinta-feira, 28 de abril de 2022

TIPOS DE TORRA DO CAFÉ




A torra do Café Gourmet é um dos passos mais importantes na fabricação desta bebida. A boa torra é aquela que realça as melhores características de sabor, aroma e acidez de cada tipo de grão.  A curva de torra é definida pelo tempo em que o grão de café fica em cada temperatura.  Ela interfere no aroma, sabor, corpo, acidez, finalização, equilíbrio, enfim quase tudo pode ser trabalhado ao longo da torra.  O mesmo grão de café gourmet terá características muito diferentes conforme o ponto de torra usado.  

A primeira parte desse processo é descobrir o potencial de cada café. Cada tipo de café gourmet oferece um espectro de possibilidades e, apesar de complexo, podemos começar a descobrir seu potencial olhando primeiramente para a acidez e o corpo. Os níveis de torra podem ser diferenciados pela cor do grão de café e o aroma. A torra pode ser clara, média ou escura.

TORRA CLARA DO CAFÉ:  Acentua acidez e aroma com suavidade do sabor. Ameniza o amargor e o corpo.  A torra clara preserva mais os óleos aromáticos (grãos permanecem secos), mas acentua a acidez da bebida ao mesmo tempo que produz um café gourmet menos encorpado. Ideal para máquinas de café expresso.
 
TORRA MÉDIA DO CAFÉ:  Ponto de equilíbrio entre várias características como acidez, aroma e amargor.  Normalmente acentua o corpo.  Porém, o café gourmet começa a ficar menos encorpado com torras mais escuras. Ideal para coador de pano ou filtro de papel.
 
TORRA ESCURA DO CAFÉ:  Café menos ácido, mais amargo e menos encorpado.  Torra mais escura deixa o café gourmet mais amargo o que pode ser confundido com um café “mais forte”.   Porém, a torra muito escura pode “queimar” o café, acentuando muito o amargor e praticamente eliminando a acidez e o corpo
 

Texto extraído de: https://www.clubecafe.net.br/tipos-de-torra-cafe-gourmet
Fonte Imagem: https://www.clubecafe.net.br/tipos-de-torra-cafe-gourmet

quarta-feira, 4 de abril de 2018

CAFÉS, COMO ESCOLHER (PARTE 2 - FINAL)


Por que um café 100% Arábica custa mais caro? E os mais baratos, quais grãos são usados? E a torra, faz diferença? Você sabe qual o grão e qual a torra do seu cafezinho do dia a dia? E o da sua cafeteria preferida?
Quantas perguntas, mas as respostas são mais simples (e mais interessantes) do que imaginamos!


Existem dois grãos mais comuns no mercado, o Arábica e o Robusta. O primeiro é o café de melhor qualidade, com sabores muito mais complexos, cítricos, de cultivo mas delicado e com menor teor de cafeína.

O segundo é um grão muito mais simples e de sabor amargo proeminente, é usado para ser misturado aos grãos de Arábica barateando o produto final. Seu cultivo é muito mais fácil exatamente por ter mais cafeína.


 A diferença entre um grão Arábica (à esquerda) e um Robusta (à direita) é visível, né?
Não existe no mercado nenhum café 100% Robusta, acredito que seria praticamente intomável pelo seu corpo e amargor, porém algumas marcas usam seu grão no blend (mistura) justamente para acrescentar essas características no produto final, já que nós brasileiros gostamos de cafés de sabor forte.


A imagem acima mostra outra diferença… O Arábica é cultivado apenas em altas altitudes (acima de 600m) e temperaturas mais baixas, e o Robusta segue no contrário, cultivado em baixa altitude (até 700m) e suporta temperaturas mais altas! E o que isso significa? É mais fácil de maneira geral produzir grãos Robusta do que Arábica, tornando-o um produto mais barato!

Os cafés Tradicionais e Superiores usam 20% e 15% de Robusta em seu blend respectivamente, por isso somente são vendidas torras escuras nos cafés desse padrão (além de mascarar grãos Arábica imperfeitos, passados e outras sujidades como disse no post anterior). Cafés de categoria Gourmet e Especial usam apenas grãos 100% Arábica em sua composição.


Falando em torra, estamos tão acostumados com as torras escuras comumente encontradas nos mercados, mas sabemos nossa real preferência antes de provar outros tipos? Para quem só tomou cafés de torra escura até hoje está familiarizado com seu sabor mais “forte”, então provar torras média e clara pode ser um desafio, pois tendem a parecer “café fraco”, sabe? Mas não é nada disso!

Querendo ou não, a torra escura mascara muitos dos sabores de um bom grão de café, então percebemos menos as nuances frutadas e cítricas (por exemplo) cobertas no sabor amargo da torra elevada. Se você está buscando cortar o açúcar do cafezinho do dia a dia, mas acha o amargor difícil de engolir, experimente comprar uma torra média ou clara de um café de boa qualidade, você vai se surpreender!



Fonte:
http://www.suacasasuafesta.com.br/


terça-feira, 3 de abril de 2018

A ARTE DA TORRA







Fonte:
http://www.emporiomonjolo.com.br/single-post/2016/09/08/Apaixonados-por-caf%C3%A9---Torrefa%C3%A7%C3%A3o
http://cafeouronegro.com.br/torra-do-cafe-realca-caracteristicas-de-sabor-aroma-e-acidez/tipos-de-torra-do-cafe/