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segunda-feira, 30 de maio de 2022

REGIÕES CAFEEIRAS DO BRASIL

 

Rondônia
22. Rondônia
23. Matas de Rondônia

Ceará
27. Ceará

Goiás
28. Goiás

Pernambuco
29. Pernambuco

Distrito Federal
30. Planalto Central

Espírito Santo / Minas Gerais
31. Caparaó (Denominação de Origem)

Acre
32. Acre

Mato Grosso
33. Mato Grosso



Fonte Imagem: https://brazilcoffeenation.com.br/region/list


CAFÉ É O PRODUTO COM MAIOR NÚMERO DE INDICAÇÕES GEOGRÁFICAS NO BRASIL (2021)




O café é o produto agrícola brasileiro com o maior número de registro de Indicações Geográficas (IG) no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Do total de 12 registros, oito são de Indicação de Procedência (IP) e quatro de Denominação de Origem (DO). Os produtos agrícolas perfazem a maioria das Indicações Geográficas Brasileiras. São 59 registros, dos 80 existentes até o momento.  

Dos quatro registros de IG emitidos pelo INPI, no ano de 2021, três são para cafés: Caparaó (ES e MG) e Montanhas do Espírito Santo (ES) de Denominação de Origem; e Espírito Santo (ES) de Indicação de Procedência. A obtenção desses registros exige caracterizações técnicas do produto e de sua região, trabalho executado pela pesquisa científica.


As duas modalidades de Indicação Geográfica (IG), a DO e a IP, previstas na Lei da Propriedade Industrial (Lei nº 9.279/96), estão relacionadas à proteção do nome geográfico vinculado ao produto, que, no caso do Brasil, pode ser agrícola ou não. O termo "indicação geográfica" foi se firmando quando produtores, comerciantes e consumidores começaram a identificar que alguns produtos de determinados lugares apresentavam qualidades particulares, atribuíveis à sua origem geográfica, e começaram a denominá-los com o nome geográfico que indicava sua procedência.

A IP está ligada ao termo “savoir-faire”, ou seja, o saber fazer. Seria algo como o know-how, muito utilizado no mundo dos negócios para definir a habilidade ou conhecimento em uma área de atuação. E a DO requer a comprovação científica de que as condições geográficas do local, como solo, clima e topografia, garantem qualidades específicas a determinado produto ou serviço.


A primeira região produtora de café reconhecida foi a Região do Cerrado Mineiro, sendo a segunda IG brasileira, com o registro de Indicação de Procedência concedido pelo INPI em abril de 2005. Em 2011 foi a vez da Região da Serra da Mantiqueira, também em Minas Gerais, seguida pelo Norte Pioneiro do Paraná (2012), Alta Mogiana - SP (2013), Região do Pinhal – SP (2016), Oeste da Bahia – BA (2019), Campo das Vertentes e Região das Matas de Minas – MG, ambas em 2020.


As regiões do Cerrado Mineiro e da Mantiqueira de Minas tiveram seus registros de IP alterados para registro de Denominação de Origem, respectivamente em 2013 e 2020. Outras duas regiões fizeram solicitação de registro de IG junto ao INPI, Região de Garça – SP e Matas de Rondônia (RO), o que mostra o crescente interesse dos produtores de café pela distinção de seus produtos. Esse comportamento converge com o crescimento na procura por cafés especiais pelos consumidores brasileiros, um mercado já consolidado na Europa e em expansão em várias partes do mundo.

“Essa proteção e a visibilidade dada por uma IG permitem que os produtores desenvolvam ações de promoção dos seus produtos, com potencial de agregação de valor, podendo alcançar mercados específicos, movimentar o turismo e a gastronomia local, entre outros potenciais benefícios. Isso está diretamente relacionado ao desenvolvimento rural dessas regiões,” frisa o secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura (Mapa), Fernando Camargo. “Vale acrescentar que os produtos de IGs estão constantemente vinculados à tradição e cultura existentes no território,” lembra.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa CaféAntonio Fernando Guerra, instituição que coordena o Consórcio Pesquisa Café, “o mercado de produtos com Indicação Geográfica, particularmente em relação ao café, encontra-se em crescimento e é muito exigente, não só quanto à qualidade e sabor da bebida, como também em que condições o café foi produzido, tanto nos aspectos agronômicos, ambientais e sociais”.


Por isso, de acordo com Guerra, as instituições do Consórcio Pesquisa Café têm apoiado produtores ao disponibilizar cultivares de café com potencial para produzir bebidas que atendam a esse mercado, ao desenvolver cultivares com resistência a pragas e doenças, com maior produtividade, além de sistemas de produção mais sustentáveis. “Pesquisadores estão atuando também nos fóruns que discutem a IG e acompanham de perto o processo, ajudando a garantir os parâmetros de qualidade e sustentabilidade do produto, sem perder de vista o terroir”, conclui.

“Cada região possui as suas características, as suas especificidades, o seu terroir que, naturalmente, gera cafés com perfis sensoriais únicos e particulares de cada região, com aromas, sabores e nuances característicos”, analisa Juliano Tarabal, superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, que faz a gestão da IG Cafés do Cerrado Mineiro. “O Brasil é um país de dimensões continentais, com produção de café em vários estados, é impossível caracterizar o café brasileiro em torno de apenas uma característica, sem distingui-lo em regiões produtoras. A riqueza do café brasileiro está em sua diversidade e isso se traduz por meio das Regiões produtoras de café”, complementa.

Com a experiência de ter sido a primeira região produtora de Café com IG registrada, Tarabal conta que Cerrado Mineiro é hoje reconhecido pela organização do arranjo produtivo que leva em conta a governança, a rastreabilidade, o cooperativismo, o associativismo e o uso de tecnologia da cafeicultura brasileira. “Tudo isso trouxe fama, notoriedade e reconhecimento ao café da região, motivo pelo qual buscamos a indicação geográfica, o que gerou proteção, controle, promoção, sentimento de pertencimento dos produtores. Ela demarcou a área e proporcionou um posicionamento à região e seus cafeicultores e, hoje, a região é reconhecida no território nacional e internacional”, declara.

O diretor-presidente da Associação de Produtores de Cafés Especiais das Montanhas do Espírito Santo (Acemes), Rodrigo da Silva Dias, disse que com o reconhecimento da IG Café Montanhas do Espírito Santo na modalidade Denominação de Origem, os produtores da região tem a expectativa da abertura de novas oportunidades de mercado; uma maior agregação de valor ao produto café; maior reconhecimento de todos os esforços durante a produção do café especial; além de proteção da marca e do território/região. “Esse reconhecimento trás motivação aos produtores na busca da melhoria contínua da qualidade dos cafés especiais e sustentáveis produzidos na região”.

Produtor de café nas Montanhas do Espírito Santo, Gelson Bissoli, conta que há vinte anos começaram a trabalhar pela melhoria dos cafés no Espírito Santo. “Durante esse período percebemos que tínhamos verdadeiras joias nas mãos. Então começamos a busca pela valorização dos nossos cafés, uma vez que o mercado só nos trata como comodity. Formamos a Associação de Produtores e buscamos junto ao Sebrae apoio para obter esse reconhecimento de IG com denominação de origem. O objetivo é mostrar ao mundo que esses cafés produzidos aqui nas montanhas são diferentes de outros, uma vez que possuímos algumas particularidades”, afirma.

Presidente da Fecafés e da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel da Palha (Cooabriel), Luiz Carlos Bastianello, acredita que com a Indicação de Procedência recentemente obtida para o conilon do Espírito Santo será um divisor de águas para essa cultura. “A IG assegura uma qualidade mínima para o conilon, até então desconhecido no mundo pela sua qualidade, mas apenas como coadjuvante do arábica. A IG é a ferramenta que vem suprir essa demanda”. De acordo com ele existe uma expectativa muito boa por parte dos produtores – “principalmente porque estaremos negociando um produto com garantia de qualidade”.

Essa também a percepção do pesquisador voluntário do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e ex-chefe-geral da Embrapa Café Aymbiré Fonseca. Ele diz que a Indicação Geográfica permite ao consumidor ter a certeza de estar consumindo um café de qualidade superior. “No Brasil esses cafés são produzidos com critérios da pesquisa agropecuária e com os rigores de qualidade que os distinguem e que garantem as peculiaridades atribuídas aos mesmos”, ressalta.


Conquista com apoio da pesquisa


Para o secretário de Inovação do Mapa, Fernando Camargo, a pesquisa agropecuária tem papel importante para que os produtos agrícolas sejam reconhecidos por sua IG. “As pesquisas agropecuárias são vitais, pois além de serem promotoras de inovação e melhoria nos processos produtivos, são utilizadas para comprovar o vínculo existente entre os produtos e sua origem”. Ele disse que a obtenção da Denominação de Origem a pesquisa ajuda a comprovar que as qualidades ou características do produto se devem ao meio geográfico onde eles são produzidos, incluindo fatores naturais, como clima e relevo e fatores humanos, como as técnicas de produção utilizadas pelos produtores”.

A pesquisa também foi apontada como fundamental por Juliano Tarabal do Cerrado Mineiro. “foi pela pesquisa que chegamos até aqui e é ela que nos levará para o futuro. Hoje, por exemplo, temos um projeto pioneiro em pesquisa em novas cultivares de café em parceria com a Embrapa Café e Epamig, no âmbito do Consórcio Pesquisa Café, no qual implantamos, em 12 municípios distintos, 26 campos de pesquisa com 12 cultivares diferentes, avaliando diversos fatores como produtividade e resistência, mas também a qualidade de bebida nas diferentes microrregiões. Com isso, queremos dar aos cafeicultores a escolha da cultivar que melhor se adapta em cada microrregião. Este projeto irá gerar um Guia de Recomendação de cultivares para a cafeicultura do Cerrado Mineiro”, antecipa.

Em levantamento feito pela Coordenação de Indicação Geográfica de Produtos Agropecuários (CIG) do Mapa, com técnicos das Superintendências Federais de Agricultura (SFAs) nos estados, foram identificadas mais de 200 regiões potenciais no Brasil para uso de IG ou marca coletiva (MC), outro tipo de ferramenta de uso por uma coletividade com benefícios parecidos com os das IGs. “Tendo em vista o potencial de desenvolvimento rural da indicação geográfica, temos buscado apoiar e fomentar diretamente as regiões registradas ou com potencial para registro, prestando apoio técnico e promovendo capacitações”, informa Camargo. Esse levantamento pode ser acessado no site do Ministério.

Outro foco de atuação do Ministério da Agricultura tem sido a estruturação da política pública no País, articulando com instituições que lidam diretamente com a temática, a exemplo do Sebrae Nacional, Ministério da Economia e INPI, participando das discussões da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual (ENPI), e promovendo espaços de governança nos estados, apoiando a criação e funcionamento de Fóruns Estaduais de Indicação Geográfica e Marca Coletiva. Atualmente, existem oito desses fóruns em atuação: AM, PA, MA, BA, MG, ES, PR e RS.


Saiba mais...

Indicação de Procedência - De acordo com a Lei da Propriedade Industrial, considera-se Indicação de Procedência o nome geográfico de país, cidade, região ou localidade de seu território, que se tenha tornado conhecido como centro de extração, produção ou fabricação de determinado produto, ou seja, remete ao nome do local que tenha estabelecido uma ótima reputação como centro produtor de café.
Denominação de Origem - A Denominação de Origem é o nome geográfico de país, cidade, região ou localidade de seu território, que designe produto ou serviço cujas qualidades ou características se devam exclusiva ou essencialmente ao meio geográfico, incluídos fatores naturais e humanos, que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria, além de os distinguir em relação aos seus similares disponíveis no mercado.

Para mais informações sobre Indicações Geográficas, acesse o portal do INPI e as listas de IP e DO concedidas pelo INPI, por meio dessa página.:
Confira as Análises e notícias da cafeicultura (Análises) divulgadas pelo Observatório do Café aqui.

 

Texto extraído de: 
https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/62550507/cafe-e-o-produto-com-maior-numero-de-indicacoes-geograficas-no-brasil

Fonte Imagem: 
https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/62550507/cafe-e-o-produto-com-maior-numero-de-indicacoes-geograficas-no-brasil


domingo, 24 de abril de 2022

CAFÉS DA MANTIQUEIRA DE MINAS RECEBEM CERTIFICAÇÃO DE ORIGEM (2020)



Os cafés produzidos na região da Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, foram reconhecidos com o selo de Denominação de Origem, após análise feita pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). O selo é usado para indicar produtos ou serviços que apresentam características específicas por causa da geografia, incluindo fatores naturais e humanos.

Segundo reportagem do jornal O Estado de Minas, a região tem área de cultivo de 56 mil hectares, que produzem cerca de 1,2 milhão de sacas de café por ano. Há 8,2 mil produtores rurais, sendo que 82% deles são de pequenas propriedades cafeeiras.

“Esses reconhecimentos beneficiam os pequenos produtores de diversas regiões brasileiras, elevadas ao mesmo status dos mais nobres territórios demarcados do mundo”, disse, Rogério Galuppo, analista do Sebrae Minas, em entrevista ao jornal mineiro. Com a Denominação de Origem, os produtores esperam aumentar as exportações, que representam 60% do faturamento da região.


Texto extraído de: https://revistamenu.com.br/cafes-da-mantiqueira-de-minas-recebem-certificacao-de-origem/
Fonte Imagem: https://revistamenu.com.br/cafes-da-mantiqueira-de-minas-recebem-certificacao-de-origem/

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

PESQUISA FUNDAMENTA PRIMEIRA INDICAÇÃO GEOGRÁFICA DE CAFÉ CANÉFORA DO MUNDO (DEZ/2019)

A valorização do terroir amazônico para cafés finos pode representar nova fase para a cafeicultura da região e do País



Rondônia avança no processo de reconhecimento para ter a primeira Indicação Geográfica – IG de café da espécie Coffea canephora (conilon e robusta) do mundo e, com a chancela da Global Coffee Plataform – GCP, pode também ter destaque mundial ao se tornar a primeira IG de cafés sustentáveis. 

A proposta de Indicação Geográfica Região Matas de Rondônia para Robustas Amazônicos pode consolidar o reconhecimento da qualidade sensorial dos cafés canéforas no Brasil e no mundo. “É uma grande quebra de paradigmas no mercado, provando que Rondônia, além da produtividade, também tem enorme potencial de qualidade em seus cafés”, destaca o consultor responsável pelo processo da IG em Rondônia, Aguinaldo Lima.

De acordo com pesquisadores da Embrapa Rondônia, os Robustas Amazônicos são o resultado de mais de quatro décadas de interação entre genética, ambiente e manejo. Possuem características físicas, químicas e sensoriais que podem ser consideradas distintas e únicas.  “Eles carregam seu diferencial no nome, pois são produzidos em terroir amazônico, que possui características que não são encontradas em outras regiões do País e do mundo”, afirma o pesquisador da Embrapa Rondônia, Enrique Alves. 

Ele explica que os cafeicultores rondonienses e, principalmente da região da IG Matas de Rondônia, aprenderam a valorizar o fruto do seu trabalho. Realizam colheitas cuidadosas e secagem lenta. Há ainda os que têm investido em técnicas de processamento via úmida e processos fermentativos diversos. São passos importantes e que tem feito a grande diferença na qualidade. 

Além disso, já adotaram a denominação ‘Robustas Amazônicos’ para seus cafés e a prática sustentável em suas lavouras.  “A Indicação Geográfica vem reconhecer o que os produtores de Rondônia já tem feito em campo e que a pesquisa fundamenta tecnicamente. O conjunto de características desses cafés, sua origem amazônica e a busca por uma produção com base na qualidade e sustentabilidade, tem tudo para transformar estes cafés nos componentes principais de bebidas finas, puros ou na forma de blends (misturas) finos”, conta Alves. 
 
O pesquisador caracteriza os Robustas Amazônicos como bebidas de sabor e aroma agradáveis, com doçura e acidez suaves, corpo aveludado e retrogosto marcante. “São cafés que têm características que lembram castanhas, chocolates, frutas secas e seu amargor, quando presente, lembra nibis de cacau”, detalha. Outros diferenciais dos cafés amazônicos, segundo Alves, são a peneira média alta – superior a 16 – e percentagem de cafeína mais baixa que o conilon padrão – varia de 1,4 a 1,8. 

São diversos os perfis de produtores em Rondônia: familiares, empresariais, indígenas e orgânicos. Eles convivem em um ambiente rico e variável de clima e solo. Segundo Aguinaldo Lima, com qualidade, volume e o cumprimento obrigatório de requisitos de sustentabilidade, os produtores terão a valorização de seus Robustas Amazônicos. “A agregação de valor trará motivação ainda maior ao crescimento da cafeicultura de Rondônia e benefícios ao agronegócio do café do Brasil”, conclui o consultor.


RECONHECIMENTO DO CAMPO PARA O CONSUMIDOR

No campo, a Indicação Geográfica dos Robustas Amazônicos pode fortalecer e valorizar o que os produtores já vêm realizando há alguns anos. Premiados pela qualidade e sustentabilidade dos cafés que produzem, eles já usam o diferencial e a denominação de Robustas Amazônicos para agregarem mais valor ao seu produto e, consequentemente, mais renda.

É o caso da família Bento, do município de Cacoal, campeões em concursos de qualidade e sustentabilidade, eles comercializam o próprio café, incluindo estes diferenciais na hora da venda. 

“Qualidade, sustentabilidade e o nome Robusta Amazônico agregam muito. Ao invés de vender a saca de 60 quilos de café a 260 reais no comércio, a gente torra e embala nosso robusta amazônico de qualidade e chega a conseguir em torno de 800 reais de lucro na saca. As pessoas querem conhecer esse café diferenciado da Amazônia”, conta Dione Bento.

Assim como esta família, outras mais estão seguindo o mesmo caminho e unindo forças por meio da Associação dos Cafeicultores da região da Indicação Geográfica dos Robustas Amazônicos – Caferon, marco fundamental para o processo de reconhecimento da IG. O presidente da Associação, Juan Travain, destaca a importância desse selo de reconhecimento. Para ele, a união das famílias para a produção de cafés com qualidade e sustentabilidade é fundamental para agregar valor e organizar os produtores. “Precisamos enxergar o café como um alimento, levar para a mesa das famílias brasileiras um produto melhor, mais saboroso e com o diferencial amazônico que temos aqui”, afirmou. 

A Caferon é composta por cafeicultores dos 15 municípios integrantes da IG, denominada como Matas de Rondônia: Alta Floresta d’Oeste, Cacoal, São Miguel do Guaporé, Nova Brasilândia d’Oeste, Ministro Andreazza, Alto Alegre dos Parecis, Novo Horizonte do Oeste, Seringueiras, Alvorada d’Oeste, Rolim de Moura, Espigão d’Oeste, Santa Luzia d’Oeste, Primavera de Rondônia, São Felipe d’Oeste e Castanheiras.

 
Um dos resultados imediatos no processo de IG é a identificação, o reconhecimento e a divulgação de atributos do café da região à sociedade e à indústria. A aproximação da indústria com a cadeia produtiva e sua organização traz inúmeros benefícios, como a percepção da qualidade e valor do café. Isso pode gerar novos produtos que estarão disponíveis aos consumidores. 

De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel - ABICS, Pedro Guimarães Fernandes, o processo de Indicação Geográfica acontece em um momento muito apropriado, em que os consumidores querem saber de onde vêm os produtos que eles consomem, de que maneira está sendo produzido, se é sustentável e se agrega valor para a comunidade. “A IG vai abrir possibilidades de comercialização do café de Rondônia, incluindo o solúvel. A indústria de solúvel é o maior comprador dos cafés do estado e exporta para mais de 180 países. Isso abre possibilidades imensas de comercialização do café solúvel, cru e isso agrega valor e todos da cadeia ganham com isso”, conclui Pedro Fernandes.
 
A especialista em cafés especiais e mercado, Josiana Bernardes, que atua nos principais países produtores, confirma que a rastreabilidade do café é uma demanda mundial dos consumidores. “Um café da região amazônica causa bastante interesse, principalmente porque agrega à qualidade também a sustentabilidade. A Indicação Geográfica pode valorizar ainda mais estes cafés e abrir novos mercados”, ressalta Bernardes.

  
INDICAÇÃO GEOGRÁFICA: FUNDAMENTAÇÃO TÉCNICA

Uma IG é um processo de valorização de produtos que têm qualidade diferenciada em relação aos demais e com forte vínculo com as características genéticas, forma de produção e com o ambiente onde é produzido. O Robusta Amazônico é um exemplo desta combinação. Trata-se de um café cultivado na região amazônica, que possui clima, solo e outras variáveis diferentes de outras regiões. Este café foi geneticamente selecionado ao longo do tempo nestas condições e, aliada à forma de o produtor trabalhar no campo acaba por se tornar diferenciada. “A IG vem para reconhecer estas características e ajudar na evolução de toda a cadeia. É a valorização do produto e do trabalho dos cafeicultores”, destaca Enrique Alves 

A argumentação técnica para a proposição da IG Matas de Rondônia foi elaborada pela equipe da Embrapa Rondônia. Para subsidiar o trabalho, foram levantados dados que vão desde o produto e suas qualidades intrínsecas, caracterização edafoclimática (clima e solo), a metodologia, o manejo da produção e um grande levantamento sobre a notoriedade histórica da produção de café em Rondônia, especificamente a região dos 15 municípios que compõem a região delimitada para a IG. “O coração do processo de IG é a contribuição técnica da Embrapa Rondônia”, aponta o consultor Aguinaldo Lima. 

O estado está entre os três maiores produtores da espécie Coffea canephora do País e é o maior da região Norte. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de 2019 foi de, aproximadamente, 2,1 milhões de sacas em uma área de 62.729 hectares. Em uma década, a produtividade saltou de dez para 33 sacas por hectare, o que representa um crescimento de 230%. Isso, graças ao uso de tecnologias como irrigação, adubação e manejo adequado, além das novas variedades clonais, mais produtivas e que vêm substituindo as lavouras propagadas por sementes.
 

ASPECTOS ECONÔMICOS E SOCIAIS DA REGIÃO DA IG MATAS DE RONDÔNIA

A cafeicultura tem grande impacto social no estado. É uma das principais atividades agrícolas geradoras de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS para Rondônia, sendo realizada por 17.388 mil agricultores familiares, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desses, 10.147 (58,4%) estão estabelecidos nos 15 municípios inseridos na região de abrangência da IG Matas de Rondônia, que possui um dos mais expressivos parques cafeeiros do país. Ao considerarmos as 54.381 pessoas ocupadas na cafeicultura no estado, 29.630 (54,5%), também estão nesta região. 


 
Estes 15 municípios possuem cerca de 17% da população e da extensão territorial do estado. Detêm mais de 60% das áreas de lavouras de café e gera 83% da produção de café de Rondônia. A relação dessa região com a atividade agropecuária é forte e todo o trabalho desenvolvido nessa região tem um impacto na vida de mais de 300 mil pessoas.

A cafeicultura em Rondônia é conduzida em módulos familiares, com média de quatro hectares plantados. A base de toda a mão de obra é familiar e, o processo de colheita é basicamente manual.  A exceção fica para um pequeno grupo de produtores, não superior a 30, que possui equipamentos para a colheita semimecanizada. Com relação à prática de irrigação, o percentual médio de lavouras irrigadas é maior no conjunto dos municípios situados no âmbito da região proposta para a IG (59,1%), a média do estado é de 50,9%. 

Além disso, os municípios da IG Matas de Rondônia possuem um índice de lavouras remanescentes, propagadas por meio de sementes, superior a 50%. “Não há outra região no País que ainda preserve tamanha diversidade genética em seus cafezais”, aponta o pesquisador Enrique Alves. Como resultado disso, ele explica que existe uma centena de clones que são produzidos e comercializados em toda região amazônica. 

Por falar em clones, apesar da diversidade, as lavouras comerciais estão vinculadas, principalmente, a cinco clones produzidos pelos próprios produtores, conhecidos pelos numerais 03, 05, 08, 25 e 66. 
 

ROBUSTAS AMAZÔNICOS NO CAMPO
 
Além de originarem bebidas finas e com sabores complexos e únicos, os pesquisadores da Embrapa Rondônia descrevem os Robustas Amazônicos como plantas vigorosas e produtivas. São conduzidas em multicaules e têm um sistema de poda programada que mantem as lavouras renovadas e diminui o efeito da bianualidade da produção. Como os cafés Robustas são plantas alógamas, possuem a necessidade da fecundação cruzada e, por isso, os cafeicultores cultivam linhas intercaladas de seis ou mais clones. 

Cada um desses clones possui a sua característica de porte, produção, tamanho de frutos e ciclo de maturação. São materiais genéticos responsivos aos tratos culturais, e, em lavouras bem cuidadas, não raro, ultrapassam 150 sacas por hectare. Os arranjos espaciais das lavouras variam bastante, os mais comuns são de 0,70 m a 1,50 m entre plantas e 2,50 m a 3,50 m entre linhas de plantio. O número de hastes produtivas por hectare varia de 8 a 12 mil.

 
CLIMA E SOLO DA REGIÃO

O clima da região da IG Matas de Rondônia caracteriza-se por apresentar uma pequena variação espacial e temporal da temperatura média do ar no decorrer do ano. O mesmo não ocorre em relação à pluviosidade, que apresenta variações consideráveis. A temperatura média anual entre 23 °C e 26 °C encontra-se dentro da faixa de apta para o cultivo de Coffea canephora. A precipitação média anual varia de 1.340 mm e 2.340 mm, com média de 1.906,5 mm. São duas estações bem definidas: a chuvosa, outubro a abril, em que se concentra quase 90% da precipitação anual, e a estação seca, com chuvas escassas, entre os meses de junho e agosto, precipitação mensal inferior a 50 milímetros. Os meses de maio e setembro são de transição. 

As terras aptas ao cultivo do café na região incluem àquelas com solos profundos, bem drenados, com boa capacidade de armazenamento de água e situados em paisagem de relevo de baixa a média declividade, facilitando a adoção de mecanização. A altitude média dos municípios que compõem a região varia de 180 a 400 metros. De forma geral, estão associadas aos solos da ordem dos Latossolos, Argissolos e Nitossolos, sendo os Argissolos predominantes.

 
INDICAÇÃO GEOGRÁFICA

Serve para distinguir um produto ou serviço que apresenta características diferenciadas e que podem ser atribuídas à sua origem geográfica, configurando o reflexo do ambiente. Isto quer dizer que, além das condições naturais, os fatores humanos e culturais importam. 

O reconhecimento formal da IG no País e responsabilidade Geográfica cabe ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual – INPI, autarquia do governo federal. Por meio de diagnósticos e análises técnicas realizadas em Rondônia, pela Rede Nacional de Inovação e Produtividade – RENAPI, programa vinculado à Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, foi efetivada a contratação da empresa AJLima Consultoria em Agronegócios, para a realização de serviços técnicos de elaboração e aplicação de metodologia para a Indicação Geográfica  de região produtora de café em Rondônia, por meio do contrato 016/2018. 

Esta empresa está sob a liderança de Aguinaldo José de Lima. Ele esteve à frente da criação da 1ª região demarcada como produtora de café do Brasil, a Região do Cerrado Mineiro, sendo responsável pelo protocolo do primeiro pedido de reconhecimento de uma Identificação Geográfica no Brasil, em 1997.  Também atuou na Denominação de Origem (DO) da Região Cerrado Mineiro – única DO de café no Brasil, na IG Norte Pioneiro, no Paraná e na IG Oeste da Bahia.



Texto extraído de:
https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/48762634/pesquisa-fundamenta-primeira-indicacao-geografica-de-cafe-canefora-do-mundo
Fonte Figuras:
https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/48762634/pesquisa-fundamenta-primeira-indicacao-geografica-de-cafe-canefora-do-mundo
 
 

AS REGIÕES DE CAFÉ DEMARCADAS EM MINAS GERAIS

 



Fonte:
https://mco.org.br/as-regioes/



segunda-feira, 6 de novembro de 2017

INDICAÇÃO GEOGRÁFICA CAFÉ DA REGIÃO DO CERRADO MINEIRO

A Região do Cerrado Mineiro é regulamentada pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado, uma organização sem fins lucrativos, organizada e estruturada em um grupo composto por 7 associações de produtores e 8 cooperativas. E é a união dos produtores da região que faz a diferença e que permite a realização de ações inovadoras, como o lançamento do conceito Café de Atitude, a estratégia de marca que começa a ser colocada em prática.


Produtora de café há pouco mais de 40 anos, a Região do Cerrado Mineiro ganhou destaque no cenário nacional tanto pela alta qualidade de seus grãos quanto pela ousadia com que busca diferenciação e alternativas para a atividade, sempre contemplando todos os produtores e as comunidades. Esse formato de organização teve início em 1992, quando foi criado o Caccer – Conselho das Associações dos Cafeicultores do Cerrado para a representação institucional da região e do marketing da marca Café do Cerrado, numa tentativa promissora de alavancagem de preço, que se deu com o passar dos anos, aliada à produção de qualidade dos produtores. 



Em 1999, foi criada a Fundaccer – Fundação de Desenvolvimento do Café do Cerrado, cuja missão é estabelecer linhas de pesquisa para a produção, identificação e aplicação de cafés especiais. A Fundação atua em parceria com universidades brasileiras e centros de pesquisa; mantém convênios com renomadas instituições internacionais e é a mantenedora do CEC – Centro de Excelência do Café do Cerrado. Localizado em Patrocínio, o CEC tem entre as diversas funções a de realizar cursos e promover intercâmbio permanente de experiências com técnicos e especialistas de diversas regiões produtoras.

Em 2002, foi implantado o sistema de Certificação de Origem e Qualidade para o controle dos cafés que levavam o selo da região, primeiramente com a chancela do IMA – Instituto Mineiro de Agropecuária e, posteriormente, com controle interno próprio, por meio da parceria com a Associação Americana de Cafés Especiais – SCAA. Em 2005, em vista da importância das questões socioambientais, implantou-se o programa de Certificação de Propriedade. Em 2006, mais uma vez por meio da união das entidades, predominantemente das cooperativas, os produtores conseguiram dar viabilidade econômica ao CACCER, num marco de união e fortalecimento para a marca Café do Cerrado.

Em 2007, firmaram parceria com a ABIC – Associação Brasileira da Indústria de Café, para atender as demandas de torrado e moído, no projeto Cafés Sustentáveis do Brasil. Em 2008, uma parceria estratégica foi feita com a Rainforest Alliance, uma das maiores certificadoras socioambientais do mundo, aliando sustentabilidade no empreendimento rural com a origem e qualidade do Café do Cerrado.


Em 2009, em parceria com o Sebrae-MG, partiram para mais um desafio: estruturar um projeto para a obtenção da Denominação de Origem junto ao INPI, com o objetivo de angariar mais uma ferramenta competitiva do agronegócio, bastante valorizada pelo mercado externo e de vanguarda no interno: a intenção é refinar a bebida café ao nível dos vinhos.

Também em 2009 foi alterada a razão social do Caccer para Federação dos Cafeicultores do Cerrado. A mudança traz consigo não só a ratificação da nomenclatura, mas tem como intuito principal a adoção de uma postura mais democrática, na inclusão de todos os cafeicultores da região.

Fonte:
http://www.coopa.com.br/paginas/cooperativismo/regiao-do-cerrado-mineiro
Fonte das Figuras: 
Fonte: http://www.cafedocerrado.org
Fonte: http://www.green-coffee-belco.com/blog_en/brazil-beyond-santos/

INDICAÇÃO GEOGRÁFICA CAFÉ DA REGIÃO DA SERRA DA MANTIQUEIRA DE MINAS

Tradição e modernidade com qualidade internacional: Resultado da combinação do clima frio de altitude, chuvoso no verão e seco no período de maturação dos frutos e na colheita, o café fino da Serra Mantiqueira de Minas Gerais possui qualidade reconhecida em concursos internacionais.



O café da Serra da Mantiqueira de Minas Gerais é resultado da integração de fatores como o clima extremamente frio, chuvoso no verão e seco no período de maturação dos frutos e durante a colheita, altitudes elevadas — variando entre 1.100 e 1.500 metros — qualidade da água e o solo característico da região. Produzido em áreas montanhosas, que impedem a mecanização da lavoura, o café fino da Mantiqueira é de altíssima qualidade, reconhecida em concursos internacionais.
Apesar da suscetibilidade a geadas, o cultivo do café na região data de meados de 1800, mas sua expansão ocorreu entre 1913 e 1925. Porém, foi a partir de 1996 que a tecnologia cafeeira regional foi aprimorada, com a introdução de novas cultivares — de ciclo precoces, médios e tardios — e a adequação e modernização da infraestrutura pós-colheita, como lavadores, separadores e descascadores do café cereja.





Procedência


Procedência Registro IG 200704 INPI Indicação de Procedência/2011

Área Geográfica Delimitada: 59 mil ha (22 municípios de MG)
Altitude: de 900m a 1.400m

Importância econômica

Ao unir tradição e modernidade, os produtores se diferenciam por colher grãos de alta qualidade, em safras consistentes que garantem o fornecimento. A atividade, exercida em 59 mil hectares por cerca de oito mil produtores (82% de origem familiar), gera 1,25 milhão de sacas de café por ano e 150 mil empregos diretos e indiretos. Espera-se, com a Indicação de Procedência (IP), obtida em maio 2011, uma remuneração 20% superior para o produtor, além de outros valores ao produto, como a garantia da adoção de práticas sustentáveis.

Só Minas Gerais

Apesar de a Serra da Mantiqueira reunir municípios em três estados (Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro), esta Indicação Geográfica (IG) considera apenas a produção dos municípios mineiros: Baependi, Brasópolis, Cachoeira de Minas, Cambuquira, Campanha, Carmo de Minas, Caxambu, Conceição das Pedras, Conceição do Rio Verde, Cristina, Dom Viçoso, Heliodora, Jesuânia, Lambari, Natércia, Olímpio Noronha, Paraisópolis, Pedralva, Pouso Alto, Santa Rita do Sapucaí, São Lourenço e Soledade de Minas.

Reação à crise

Foi a crise dos preços do café, enfrentada desde o ano 2000, que levou os produtores a buscarem alternativas de produção, não mais via aumento da escala, mas sim rumo à qualidade. Assim, a Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira (Aprocam) iniciou os trabalhos para conquista de um diferencial: a produção de cafés de qualidade. Uma comissão técnica foi criada com o dever de elaborar o projeto para os cafés da Serra da Mantiqueira — Face Minas Gerais, que previa a realização do trabalho em três etapas: estudo agronômico, análise sensorial dos cafés e histórico da produção regional, comprovando a notoriedade da cultura.

Como o trabalho nas lavouras é todo manual, por impossibilidade de mecanização devido às condições topográficas, o custo da mão de obra é alto. A tendência é de aumento no custo da saca produzida, desde que remunerada, a qualidade seria a única saída para driblar a crise.

Adaptação

Para alcançarem esse objetivo, com clima chuvoso no verão e frio e seco durante o período de maturação dos frutos e também durante a colheita, as propriedades tiveram que se adequar às novas exigências, realizando altos investimentos na aquisição de descascadores, secadores, terreiros pavimentados/suspensos, entre outros, que também impactaram os custos de produção. A certificação exige paciência, pois todos os requisitos da microrregião são meticulosamente analisados, já que o selo garante ao consumidor que o produto possui atributos diferenciados e tem origem.

Café de qualidade x café comum

O café de qualidade diferencia-se dos cafés comuns por características tais como: qualidade superior da bebida, aspecto dos grãos, forma de colheita, tipo de preparo, novas cultivares, entre outras condicionantes. A exigência por qualidade da bebida do café é considerada um critério consolidado para se atingir os mercados que melhor remuneram o produto. A demanda por cafés especiais no mundo cresce em proporções muito maiores do que os cafés comuns.


Fonte:
http://sna.agr.br/indicacao-geografica-cafe-da-regiao-da-serra-da-mantiqueira-do-estado-de-minas-gerais/
Fonte das Figuras:
www.mantiqueirademinas.com.br


Sebrae

O MAPA DAS IDENTIFICAÇÕES GEOGRÁFICAS DO CAFÉ



Fonte: 
http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/Cafe/noticia/2017/06/indicacao-geografica-estimula-cafeicultores-melhorar-qualidade-do-cafe.html