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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

COMO UMA PADARIA CASEIRA VIROU UM NEGÓCIO DE BAIXO RISCO




Por Giuliana Tatini

Beth Viveiros, 38, criou uma padaria com a cara dos novos tempos: pão artesanal de alta qualidade, estratégia de marketing digital e serviço com foco em solução para o cliente. Seus pães e bolos são frescos, feitos em fornadas planejadas apenas uma vez por semana. Muito diferente do serviço da padaria da esquina, que usa massa de pão congelada e pré-pronta, um pão de baixa qualidade que não chega crocante nem até o fim do dia.

A cada segunda-feira a padeira escolhe as receitas que vai assar e lança um post sobre as fornadas da Beth Bakery no Facebook (onde a página da padaria é avaliada com 5 estrelas) e no Instagram. Com um sistema de e-commerce simples, os pedidos de reserva começam a chegar no mesmo dia. Não raro, a venda é total, e os produtos estão esgotados antes de irem para o forno.

Às quartas e quintas-feiras, ela assa bolos, biscoitos e cookies. Na madrugada, começam as fornadas do pão salgado de fermentação natural, que já está em pré-fermentação há muitas horas. Toda a produção é embalada com carinho e, nas primeiras horas da sexta-feira, começa a ser distribuída por motoqueiros para a casa dos clientes no centro expandido de São Paulo.

A micropadaria assa uma média de 90 pães, 50 bolos e 350 biscoitos por semana, com preço médio de 12 reais por pão. A produção pequena permite que Beth cuide pessoalmente de todo o processo, além de fazer o relacionamento com clientes, sem perder o fim de semana ou o lucro.

Um negócio pequeno, artesanal, único 

Mas a padaria nasceu “micro” por força da necessidade. O investimento inicial foi de apenas 10 mil reais, gastos em equipamentos: uma masseira de 12 litros, uma batedeira de 6 litros e um forno com duas câmaras. A mágica acontece na cozinha do do apartamento de Beth, no bairro da Aclimação, na capital paulista.

A opção irredutível por um processo artesanal e, em alguns casos, pela fermentação natural também ajudou a determinar o modelo de negócio de Beth: “Não uso fermentos industriais, melhoradores de farinhas, conservantes, essências ou outros aditivos”
Nos pães salgados, quando opta pela fermentação natural, a padeira tem que administrar processos de fermentação que podem levar 24 ou 36 horas. Tanto trabalho resulta em um pão de sabor mais rico, e que dura pelo menos uma semana com frescor.

Como a produção é pequena e planejada, permite o uso de ingredientes de alta qualidade: farinha integral, ovos orgânicos, frutas e legumes de época. Ela também descarta usar derivados de milho e soja (um espessante natural importante para padarias) para evitar o contato com ingredientes transgênicos.

Há outras padeiras caseiras trabalhando na cidade. Algumas delas são formadas em escolas internacionais e têm experiência em fornos trendy de cidades como São Francisco e Paris. Os pães são espetaculares e as fornadas são vendidas em lista de e-mails com sabor de exclusividade. São produções delicadas, para poucos, e a oferta esgota-se em horas. Pode até ser frustrante passar semanas tentando comprar um pão. A Beth Bakery tem um posicionamento diferente: sua operação de e-commerce e marketing digital é tão charmosa e eficiente quanto a oferta de pães artesanais.

A tecnologia como aliada da simplicidade 

Beth aliou sua produção de alta qualidade a dois serviços que encantam o paulistano: o delivery e a assinatura. Depois de testar entregas de carro e bicicleta, fechou com uma empresa de motoqueiros e cobra taxa de entrega de 10 reais. Já as assinaturas são uma forma de facilitar o pedido e oferecer um desconto: quem preferir pode fazer de uma vez só a compra das próximas quatro semanas (os sabores dos pães ficam de surpresa).

A tecnologia é o ingrediente final da receita do negócio da Beth Bakery. Com a produção pequena e uma janela de venda justinha, de três dias, Beth usa as redes sociais como vitrine. Além de contar, a cada segunda-feira, quais serão as fornadas programadas, Beth investe 25 reais por fornada com anúncios no Facebook, cerca de 120 reais no mês. Ela cruza os dados que coleta dos clientes na loja virtual com o serviço do Facebook e mostra o anúncio com as fornadas da semana para gente que já comprou na bakery. “Uso esse recurso para lembrar clientes que tem fornada nova saindo”, conta. Atualmente, 40% do tráfego do site vem do Facebook, entre links orgânicos e anúncios. “As compras efetivamente concluídas a partir dos anúncios do Facebook correspondem a 12%, sendo que a maior parte ainda vem direto ou pelo e-mail semanal”, afirma. Beth chamou a atenção do Facebook for business, que usou a sua história como um case de sucesso no uso da plataforma feito por pequenos negócios no Brasil.

As fornadas são vendidas apenas pelo site. Nada de telefone ou emails. O sistema usado para o carrinho de compras é da empresa carioca XTech. “Escolhi esta empresa porque eles também são pequenos e podem me dar um atendimento rápido como preciso”, conta Beth. Como forma de pagamento, a bakery aceita Paypal, PagSeguro e até depósitos nos bancos Itaú e Bradesco. Mas não aceita pagamento em dinheiro, cheque ou em Bitcoins.

Beth formou-se em panificação com Rogério Shimura, o mais importante professor de padeiros da cidade, no início de 2014. “Eu não sou chef!”, enfatiza. Fez estágio na empresa de Shimura e aprendeu ali como se faz a produção em larga escala. “A operação dele é para atender restaurantes, saem caminhões de pães com entregas todos os dias”, conta. Só para uma hamburgueria famosa, em Pinheiros, são 300 pães de hambúrguer todos os dias, um volume que não atrai a empreendedora: “Não me vejo em um negócio deste tamanho. Não quero me afastar da cozinha artesanal nem do comando no negócio inteiro. Prefiro ter uma padaria pequena”
Antes de começar a padaria artesanal, Beth tinha uma carreira em uma empresa de engenharia. Seu último job foi montar e atender a estrutura de facilities do escritório do Google em São Paulo. “Sempre tive emprego coxinha”, conta Beth. Filha de uma família classe média, ela diz que quase não teve escolha na profissão. Passou da escola técnica (em secretariado) para uma faculdade de engenharia (que nunca terminou), e logo começou a trabalhar na empresa de engenharia onde passaria 13 anos.

Foi justamente a experiência com os processos da engenharia que capacitaram Beth para encarar a vida de empreendedora. “Quando pedi demissão, eu precisava respirar, fazer as coisas que não tinha feito com 20 anos, passear com o cachorro e tomar sol de tarde”, diz ela. “Não tinha planos; mas não dá pra dizer que foi uma decisão sem pensar.” Poucos meses depois de se desligar do mundo da engenharia, Beth já estava na escola de Shimura. Montou a Beth Bakery enquanto ainda estava fazendo aulas, e vendia as fornadas para os amigos.

Os pães vieram com a nova vida  

Sua inspiração vem de pequenas boulangeries na França, no Canadá e na Argentina. “No Brasil, a profissão do padeiro não é valorizada”, diz. “Mas nestes países, os jovens profissionais da panificação estão voltando para cidades pequenas onde podem fazer a diferença na comunidade com seu trabalho, ou abrindo negócios pequenos com uma relação intensa com a comunidade dos bairros em que escolhem ficar.” Muitos deles, nativos digitais, usam as redes para mostrar a produção e deixar o cliente com água na boca. “Decidi apostar na padaria artesanal depois de ver o vídeo dos canadenses da Polestar Hearth“, conta Beth, que também se inspira na americana Barrio Bread e nas argentinas Cocu e L’épi.

A fornada dessa semana já saiu!

Os rapazes da Polestar Hearth baseiam seu negócio em valores como a força na rede de consumidores, lição que Beth procura adotar. Dizem no site: “Por que adotar um plano de assinatura de pães, o breadshare? Porque empreendimentos apoiados pela comunidade permitem que padeiros artesanais e agricultores operem de maneira sustentável, em um mix de habilidades tradicionais e inovadoras, com baixo custo, ferramentas simples e uma rede comunitária que sustentam o negócio fisicamente e espiritualmente”.

Beth acaba de fechar o aluguel de sua cozinha de produção. Ainda não sabe se vai continuar com portas fechadas ou se vai abrir em alguma hora do dia para atender também a vizinhança. Não quer ignorar as oportunidades apenas porque criou um modelo de negócios de sucesso com base em um marketing digital e muita conexão com seu público. Por ora, pretende abrir a portinha discretamente, para oferecer seu pão aos vizinhos do bairro.

Para quem não mora na Aclimação, o endereço continua o mesmo: a internet.



Fonte:
https://saopaulosao.com.br/negocios-criativos/150-como-uma-padaria-caseira-virou-um-neg%C3%B3cio-de-baixo-risco.html

sexta-feira, 23 de março de 2018

(JUIZ DE FORA/MG) PADARIA BOM BERASILEIRO: PÃO FEITO POR GENTE



Sabe aqueles lugares que você entra e não tem mais vontade de sair? Pois bem, hoje o "Dica da Redação" veio te apresentar uma marca que consegue cativar o público rapidinho e causar essa sensação em quem passa por uma das lojas. É fã de conhecer novas receitas para produtos tradicionais? Então chega mais e vem conhecer a Bom Brasileiro!


 Conhecida como a primeira padaria artesanal de JF, a Bom Brasileiro se destaca por dar um toque diferenciado a produtos que já são queridinhos do público, como pães, bolos e biscoitos. Além disso, a cada visita à loja é possível encontrar novas delícias, já que sempre tem novidade por lá. E o que fica faltando para harmonizar perfeitamente com essas receitas? Um bom café, é claro. Quando chegamos à Bom Brasileiro, somos logo convidados a degustar um cafezinho, enquanto observamos os produtos e fazemos nossas escolhas.


 E tem como ficar melhor? Sempre tem! Como frequentadora assídua da Bom Brasileiro, faço questão de reforçar: um dos principais destaques da marca é a simpatia no atendimento. É impossível chegar lá e não ser contagiado pelo alto astral da loja. Junto com o cheirinho de café e sorrisos sempre sinceros, o clima fica ainda melhor com as prateleiras dos produtos feitas com caixotes de madeira e a decoração que traz quadros com belas frases. Ah, e vale lembrar que lá também são vendidas as cervejas artesanais da Barbante.


 Se o objetivo por aqui é dar boas dicas,  chegou a hora de contar as minhas escolhas preferidas na Bom Brasileiro! Depois de experimentar praticamente todo o cardápio, os meus favoritos são o Pão de Minas, o Bolo Integral de Laranja e o Cookie de Chocolate Meio Amargo. 


A padaria artesanal Bom Brasileiro carrega em seus produtos um gostinho mineiro especial. E, agora, para ficar melhor ainda, foi dada a largada para uma linha de pães artesanais exclusivas. A ideia é inovar com produtos super frescos e diferenciados, para fazer o cliente se sentir em casa com aquele cheirinho especial, tipo café da tarde na casa da vó! A proposta nasceu com o objetivo de ter algo natural em todas as lojas, sem embalagens artificiais. Eles são ideais para acompanhar com fondue de queijo, ou calda, dentro do pão, entre outros ingredientes.  

 

Os lançamentos serão durante todas as sextas-feiras, na temporada de inverno, a partir das 16h da tarde. Dá para se programar para não perder estas especiarias, pois a quantidade é limitada! 


O primeiro a ser lançado, que foi na última sexta (07/07), está bem ilustrado na foto abaixo. A 1° fornada especial é um pão artesanal integral, com queijo gorgonzola, Damasco e a clássica fermentação natural!

Segundo Cintia Vidal, da Bom Brasileiro, Eles saem direto do forno, em cestos de pão, de forma bem tradicional, bem artesanal. O processo de fabricação demora em torno der 18h a 20h. 
"O bom é que a gente pode inventar novos sabores toda semana, é isso que queremos, ter uma variação. O cliente pode falar o que gosta, o que apreciam, ter ideias diferentes de combinações. É uma interação bacana com o nosso público, sempre com novidades, de modo que todos possam se programar para pegar o pão, para acompanhar com um vinho, azeite ou queijo no final de semana, e ter uma opção diferente para receber as pessoas em casa e compartilhar."  Cintia Vidal - Bom Brasileiro

Então, já sabe: se você tem alguma ideia que você quer ver na sua mesa, a Bom Brasileiro está de braços abertos para receber a sua sugestão. E aceite nosso conselho: prove e aprove, todas as sextas, a nova linha de pães da Bom Brasileiro. 


A Bom Brasileiro está em dois endereços: Rua Braz Bernardino,  97 e Rua Santo Antônio, 530.



Fonte:
https://www.zinecultural.com/blog/da-redacao/dica-da-redacao-bom-brasileiro-padaria-artesanal-cafe-delicias
https://www.zinecultural.com/blog/da-redacao/bom-brasileiro-juiz-de-fora-linha-de-paes-artesanais
Fonte das Figuras:


www.zinecultural.com

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

(BELO HORIZONTE) PADARIA ARTESANAL VIRA PONTO DE VISITAÇÃO OBRIGATÓRIA NO MERCADO CENTRAL

Em meio aos corredores, ao vai e vem de gente, às cores e sabores do Mercado Central, um dos cartões postais da capital mineira, está a Padaria Artesanal Du Pain. Projeto construído em cima de uma parceria que une a paixão pela gastronomia e o amor entre Raquel Brandão e Ronaldo Souza. 



Raquel, que era professora, consultora e produtora de eventos gastronômicos, se uniu a Ronaldo, que também trabalhava com produção de eventos gastronômicos e como chef de cozinha. Desde que a Du Pain foi inaugurada, em abril, os dois se dedicam exclusivamente ao empreendimento. É que a lida começa cedo e só termina tarde da noite. Às 4h, Ronaldo e o auxiliar, Maicon, começam a montagem dos pães. Às 8h, as portas são abertas aos clientes. Às 18h, termina o atendimento, mas o trabalho continua com a preparação das massas que serão assadas no dia seguinte.

Fermentação 
O pão artesanal se diferencia do industrial porque a fermentação é natural. Para conscientizar os consumidores sobre essa diferença, uma plaquinha na porta da loja avisa: “Nosso principal ingrediente é o tempo”. Raquel explica que alguns produtos levam, pelo menos, 24 horas para fermentar. O clima também pode interferir. Por isso, é preciso ter paciência para degustar um pão artesanal de qualidade.

A montagem dos pães é feita em uma bancada separada do atendimento por um vidro. Um espetáculo que é acompanhado com gosto pelos clientes. Cerca de 30 tipos de produtos variados vão para as prateleiras todos os dias. Tem baguete, pão italiano, pão de pesto (feito com azeite, manjericão, alho e castanha do Pará), de azeitona, croissant, brioches e muitas outras opções deliciosas. O bolo de milho cremoso com coco, receita da avó de Raquel, dona Ladir, faz o maior sucesso. “Remete à infância”, diz a empresária.

Regionalização
O conceito da Du Pain é colocar os produtos importados e nacionais no mesmo patamar de consumo. As geleias da Serra da Estrela, de Portugal, dividem espaço com os caramelos de Itabira. A farinha, com alto padrão de qualidade, vem da França. Os proprietários investem na regionalização e fazem questão de misturar ingredientes mineiros tradicionais ao pão. Há croissants recheados com a famosa goiabada da Zélia, de Ponte Nova. Outros levam uma farta mistura de queijo da Canastra ou do Sabores do Sítio, que fica na zona rural de Tiradentes e ganhou o primeiro lugar no Concurso de Queijo Artesanal promovido pela Emater. Entre as opções, há vinhos de Portugal e cafés especiais produzidos em Minas.

Em breve o casal deve oferecer o atendimento delivery. Outra novidade é o cardápio que já está sendo preparado para as festas de fim de ano. “Estamos pensando em muitos produtos novos que levem especiarias, frutas cristalizadas, damasco, ingredientes típicos natalinos misturados ao pão”, adianta Raquel. E, assim, a padaria artesanal vai se tornando um ponto de parada obrigatória no Mercado. 

Du Pain & C.A
Mercado Central - Loja 288
www.dupain.com.br



Fonte: http://hojeemdia.com.br/mais/territ%C3%B3rios-gastron%C3%B4micos/padaria-artesanal-vira-ponto-de-visita%C3%A7%C3%A3o-obrigat%C3%B3ria-no-mercado-central-1.425404

O PÃO NOSSO ARTESANAL DE BELO HORIZONTE

Seguem cinco padarias que o foco é um pão mais artesanal (pães com farinhas especiais e/ou diferentes, fermentação natural, ingredientes complementares mais sofisticados). Os valores destes pães são mais altos que o normal, mas vale a pena, nem que seja para complementar um vinho e queijo, combinação que eu aprecio bastante. 

CUM PANIO: Cum Panio já se tornou tradicional no quesito pão artesanal. Segue as linhas francesa e italiana, com croissant bem crocante, brioche e um pão com figos ao rum e avelãs. Eles tem uma pequena parte de produtos como azeites, geleias e vinhos. Dá para tomar um cafezinho e comer algo, mas não é um lugar com várias mesas, o foco é a padaria mesmo. Endereço: R. do Ouro, 292 – Serra.




 BONOMIBonomi fica em uma casa tombada pelo patrimônio histórico, tem a parte da padaria, café e refeições (almoço e jantar). Deve ser uma das mais antigas que trabalham com a linha de pães artesanais. Endereço: Rua Cláudio Manoel, 460




DU PAIN: Du Pain se assemelha a Cumpanio, o foco é mais padaria e tem um pequeno mix de produtos que vão muito bem com os pães artesanais oferecidos. Lá segue a linha francesa.  Av. Amazonas, 925 – Centro (dentro do Mercado Central)



BAGUETERIA FRANCESA: Tem uma parte de emporio, maior que Du Pain e Cumpanio. A Bagueteria é no Centro mas lá tem estacionamento. Av. Santos Dumont, 201 – Centro.




Fonte: 
http://www.srtasenhorita.com/blog/2016/10/belorizontices-5-padarias-artesanais/
Fonte das Figuras:
http://www.destemperados.com.br/experiencias/o-pao-nosso-do-cum-panio
http://ideiasdefimdesemana.com/casa-bonomi/
http://ideiasdefimdesemana.com/casa-bonomi/
http://www.srtasenhorita.com/blog/2016/10/belorizontices-5-padarias-artesanais/


(CURITIBA) MAÇÃ PADARIA ARTESANAL: ALÉM DA FARINHA, ÁGUA E SAL




Em uma rua calma e arborizada, se esconde uma construção simples, de paredes brancas e jeito de mercearia de bairro. Uma placa escrita em giz ao lado da porta diz: “MAÇÃ – Padaria Artesanal Brasileira”. Contudo, o que realmente chama a atenção de quem passa é a janela de vidro que mostra o padeiro fazendo os pães.


 Ao passar pela porta de entrada, apenas uma prateleira com pães separa a cozinha dos clientes. Todos os produtos feitos ali são orgânicos, e apesar de ficar aberta das 14:00 às 20:00, no final da tarde quase tudo já foi vendido. As opções variam de acordo com o dia, entretanto, os mais pedidos são o pão brasileiro e o marrom. Assim com os demais pães, são totalmente orgânicos e feitos com fermentação natural.


O processo de fermentação natural e a seleção cautelosa dos ingredientes faz com que os produtos desta padaria atraiam tantos consumidores. A casca dos pães é crocante, o interior é úmido e macio, e a acidez é bem balanceada. São ótimos para acompanhar qualquer tipo de café, ou até mesmo para preparar um couvert e apreciar com um bom vinho. Os doces e salgados também são muito bons. Em especial, os cookies ganham de qualquer outro que já experimentei. Eles derretem na boca, são recheados com chocolate em abundância e o sabor da massa foge do convencional.


A ideia de abrir a padaria veio de uma viagem que os donos fizeram para a Europa, na qual obtiveram muito conhecimento trabalhando em fazendas orgânicas. Talvez seja por isso que alguns clientes comentem sobre a atmosfera europeia do lugar. Eu, pessoalmente, acredito que a essência brasileira predomina nesta padaria. O que revela isso é o ambiente despojado e despretensioso, aquecido pelo forno onde são feitos os pães, com uma equipe sorridente e gentil, que está disposta a ajudar todos os clientes que entram ali.


A Maçã abre de Terça-feira à Sábado e fica localizada na rua Fernando Amaro, 802 B, Alto da XV, Curitiba. A fachada é discreta, mas é uma rua calma e normalmente há vagas disponíveis. Dependendo da localização, faz entregas a domicilio perante reserva através da página do Facebook. O horário de funcionamento atual é de Terça-feira à Sexta-feira das 12:00 as 20:00 e Sábado das 10:00 as 18:00.





Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/bomgourmet/em-curitiba-dupla-de-padeiros-entrega-pao-organico-por-encomenda/
Fonte das Figuras: http://www.gazetadopovo.com.br/bomgourmet/em-curitiba-dupla-de-padeiros-entrega-pao-organico-por-encomenda/