domingo, 27 de maio de 2018

PÃO ARTESANAL

Parabéns ao blog Malas & Panelas pelo belo e detalhado post que compartilho a seguir.




E aqui o passo a passo super detalhado!

Ingredientes – só isso, nada mais

Junte o fermento e o sal à farinha

Misture os ingredientes secos

Adicione a água


E bote a mão na massa!

Vá misturando

Pegando de baixo…

… e “dobrando” para cima – faça isso várias vezes

Faça uma pinça com a mão…

… e dê uns apertões na massa – isso ajuda a misturar ainda mais

faça mais algumas “dobras”

e deixe a massa descansar a primeira vez

depois de 20 a 30 minutos, hora de mais algumas “dobras” (umas 10)

pegando a massa por baixo e “dobrando” por cima

Segundo descanso – olha como a massa já está mais lisa

Hora da terceira “dobra”

entre as “dobras” da terceira etapa

e como a massa fica. lisinha como… a Lua 

Paciência para deixar crescer…

Hora de deixar a massa crescer e esquentar o forno

Massa crescida

Pão na panela (cuidado que a panela vai estar muito quente!)

E o resultado final (na panela de ferro)!

Ou apenas colocando água em uma forma no fundo do forno – lindo né?

Preste atenção no barulho que a casca do pão vai fazer ao esfriar e tente resistir à tentação de logo lambuzar uma fatia com uma porção generosa de manteiga!




Fonte:
http://malasepanelas.com/receita-de-pao-artesanal/




quarta-feira, 23 de maio de 2018

PROCESSAMENTO DOS GRÃOS


Um fator primordial na busca pela qualidade da bebida do café é o seu processamento, sendo assim, entenda os três tipos


Quando falamos sobre a qualidade dos diversos grãos de cafés servidos no Brasil e no mundo, logo imaginamos suas características sensoriais distintas, como aroma, corpo, acidez etc. Sabemos que muitas desses aspectos são provenientes da espécie do café, de sua variedade, do lugar onde ele foi plantado, de como ele foi colhido, do processamento de seus grãos e da torra.

Na colheita, a discriminação dos frutos colhidos, em muitos casos, é baixa. Então, é na "etapa de processamento" que ocorre a separação de frutos verdes, maduros, passados etc. Consequentemente, o processamento também é um fator primordial na busca pela qualidade da bebida.

Logo após a colheita dos frutos nas lavouras, eles são despejados em grandes esteiras contendo água corrente, onde ocorre a primeira separação. Nessa etapa, os grãos conhecidos como "boia" são separados. Como o próprio nome já diz, o café boia é aquele que se mantém na superfície da água. 
Diversos são os motivos pelos quais esses grãos se mantêm na superfície da água, dentre eles temos: a má formação dos frutos (cafés chochos, mal granados) e os frutos atacados por pragas (brocados).


TRÊS MANEIRAS DE PROCESSAMENTO

Já os cafés que afundam podem ser processados de três formas distintas. A primeira delas é o processo "natural". Nele, através de grandes peneiras, os frutos maduros podem ser separados dos verdes, pois os verdes geralmente possuem tamanho bem menor que os maduros. Posteriormente à peneiração, os frutos maduros são levados diretamente ao terreiro e passam dias secando ao sol e em secadores, dependendo da quantidade de café processada pela fazenda. Nesse caso, polpa (casca vermelha ou amarela) e grãos são secos juntos.

A segunda maneira de se processar o café é conhecida como "cereja descascada". Nesse processo, os frutos (cerejas), após passarem pela corrente de água e afundarem, são despejados em grandes descascadores, que retiram a polpa dos maduros, deixando apenas os grãos (sementes) passarem. 

Nessa etapa, os frutos de café verde, misturados com os maduros, não são descascados (por serem menores e mais rígidos) e são separados posteriormente por peneiração. Por fim, os grãos descascados são levados para o terreiro.


Os cafés podem ser processados ainda como "despolpados". Nesse procedimento, os frutos maduros, depois de descascados e separados dos verdes por peneiração, são colocados em grandes compartimentos e mantidos durante aproximadamente 24 horas na presença de microorganismos.

Eles são os responsáveis pela eliminação da mucilagem dos grãos. A mucilagem nada mais é do que restos de materiais orgânicos (açúcares, carboidratos, proteínas) que ficam depositados sobre a superfície dos grãos após a passagem pelos descascadores. Após a fermentação, os grãos são lavados e levados para a secagem no terreiro e secadores.


QUAL O MELHOR?

É importante notar que todos os grãos de café colhidos são comercializados, desde o café bóia, passando pelo natural, o cereja descascada, os despolpados até os verdes. É a característica sensorial que cada um deles proporciona que faz com que seu valor agregado seja medido.

É difícil indicar, de uma maneira absoluta, qual é o processamento que gera o melhor café, pois cada mercado consumidor busca uma determinada característica sensorial (personalidade) que um dos três processamentos (natural, cereja descascada, despolpado) proporciona.

Só para se ter uma idéia da dificuldade de se encontrar qual o processamento que gera o café "mais saboroso", durante anos consecutivos, os cafés campeões dos concursos nacionais e internacionais foram processados através essas três maneiras.




Fonte:
http://revistaadega.uol.com.br/artigo/processamento-dos-graos_1862.html
Fonte da Figura:
http://www.etrauer.com/portfolio/terreiro-de-cafe-x/


quinta-feira, 5 de abril de 2018

COMO GUARDAR SEU CAFÉ? EIS A QUESTÃO


O café perfeito é resultado de uma combinação de bons grãos, torra e moagem ideais, água e uma boa cafeteira. Porém, nada disso adianta se o café não for bem guardado, pois problemas no armazenamento do grão ou do pó podem oxidar o produto, alterando suas características de aroma e sabor.

VOCÊ SABE COMO ARMAZENAR CORRETAMENTE O CAFÉ EM CASA?


Todo o processo de torra, moagem e embalagem do café (a vácuo ou em atmosfera modificada) é feito para garantir a qualidade e as propriedades da bebida, porém, ela depende muito da maneira como o café é conservado. Confira as dicas e não erre mais na hora de guardar o pó ou grão.


CAFÉ EM PÓ

Manter o café moído em locais frescos, secos e embalagens escuras, protegendo o produto da incidência de luz, do calor e da umidade, é o primeiro passo. Esses fatores são inimigos do café, e o contato com eles pode fazer com que o grão moído perca suas características. Por isso, é ideal manter o pó em potes escuros hermeticamente fechados. É possível manter nas embalagens originais, desde que bem fechadas.


CAFÉ EM GRÃO

Da mesma forma que o café moído, o café em grãos também precisa ficar protegido da luz, da umidade e do calor. Novamente, é recomendado manter em potes escuros e bem fechados para garantir que, no momento em que você for fazer a moagem, todas as qualidades sejam mantidas. Mantenha os potes dentro de armários fechados.


GELADEIRA

Muitas pessoas têm o costume de deixar o café guardado dentro da geladeira. Entretanto, esse hábito não é indicado por especialistas na bebida. Isso porque ao permanecer dentro da geladeira, além de ficar em contato com a umidade, o café também pode ser contaminado por outros odores do ambiente. No freezer também não é indicado, afinal, ao congelar o pó, há a possibilidade de absorver água.


PACOTES MENORES

Compre o café de acordo com a quantidade necessária para sua casa. Se o consumo for pequeno, prefira embalagens menores, assim você evita que o pó fique velho. Após aberto, a validade do café é de 15 dias!


MELHORES RECIPIENTES

Guardar o café em potes de vidro, cerâmica ou metal é a melhor opção, mas é importante que eles tenham tampas que fechem de forma hermética. Opte por recipientes escuros ou, se isso não for possível, guarde em armários que bem fechados. Evite deixar os potes de café próximos a fontes de calor, como o fogão, forno ou micro-ondas. Também não deixe próximo a temperos e a produtos de limpeza, pois podem interferir no gosto do café.



Fonte:
https://bulebar.com.br/sobre-cafe/como-guardar-o-cafe-em-casa/


CULT COFFEE: ROAST SPECTRUM



Fonte:
http://www.suacasasuafesta.com.br/

quarta-feira, 4 de abril de 2018

CAFÉS, COMO ESCOLHER (PARTE 2 - FINAL)


Por que um café 100% Arábica custa mais caro? E os mais baratos, quais grãos são usados? E a torra, faz diferença? Você sabe qual o grão e qual a torra do seu cafezinho do dia a dia? E o da sua cafeteria preferida?
Quantas perguntas, mas as respostas são mais simples (e mais interessantes) do que imaginamos!


Existem dois grãos mais comuns no mercado, o Arábica e o Robusta. O primeiro é o café de melhor qualidade, com sabores muito mais complexos, cítricos, de cultivo mas delicado e com menor teor de cafeína.

O segundo é um grão muito mais simples e de sabor amargo proeminente, é usado para ser misturado aos grãos de Arábica barateando o produto final. Seu cultivo é muito mais fácil exatamente por ter mais cafeína.


 A diferença entre um grão Arábica (à esquerda) e um Robusta (à direita) é visível, né?
Não existe no mercado nenhum café 100% Robusta, acredito que seria praticamente intomável pelo seu corpo e amargor, porém algumas marcas usam seu grão no blend (mistura) justamente para acrescentar essas características no produto final, já que nós brasileiros gostamos de cafés de sabor forte.


A imagem acima mostra outra diferença… O Arábica é cultivado apenas em altas altitudes (acima de 600m) e temperaturas mais baixas, e o Robusta segue no contrário, cultivado em baixa altitude (até 700m) e suporta temperaturas mais altas! E o que isso significa? É mais fácil de maneira geral produzir grãos Robusta do que Arábica, tornando-o um produto mais barato!

Os cafés Tradicionais e Superiores usam 20% e 15% de Robusta em seu blend respectivamente, por isso somente são vendidas torras escuras nos cafés desse padrão (além de mascarar grãos Arábica imperfeitos, passados e outras sujidades como disse no post anterior). Cafés de categoria Gourmet e Especial usam apenas grãos 100% Arábica em sua composição.


Falando em torra, estamos tão acostumados com as torras escuras comumente encontradas nos mercados, mas sabemos nossa real preferência antes de provar outros tipos? Para quem só tomou cafés de torra escura até hoje está familiarizado com seu sabor mais “forte”, então provar torras média e clara pode ser um desafio, pois tendem a parecer “café fraco”, sabe? Mas não é nada disso!

Querendo ou não, a torra escura mascara muitos dos sabores de um bom grão de café, então percebemos menos as nuances frutadas e cítricas (por exemplo) cobertas no sabor amargo da torra elevada. Se você está buscando cortar o açúcar do cafezinho do dia a dia, mas acha o amargor difícil de engolir, experimente comprar uma torra média ou clara de um café de boa qualidade, você vai se surpreender!



Fonte:
http://www.suacasasuafesta.com.br/


CAFÉS, COMO ESCOLHER (PARTE 1)


Se tem uma bebida que é extremamente social, essa é o café! Receber uma visita, mesmo que inesperada, e não servir essa bebida quente e reconfortante chega a ser quase falta de educação! Como assim você passou a tarde na casa daqueles amigos queridos e saiu sem tomar nem uma xícara de café?

Se antigamente todos tínhamos que saber passar um cafezinho no coador, hoje podemos escolher entre as muitas opções de cafeteiras. Seja na sua máquina de cápsulas, moka, cafeteira elétrica, prensa francesa, Hario ou espresso, saindo um bom cafezinho já estamos felizes!


Mas você sabe escolher um bom café?  Ao olhar as muitas opções nas gôndolas do supermercado nem sempre o que deve ser priorizado é o preço entre eles, e nesse caso eu diria que o barato pode sair caro!

A ABIC (Associação Brasileira da Industria do Café) criou um padrão de classificação de qualidade dos grãos de café baseado em notas de zero à 10, sendo qualquer coisa abaixo de 4,5 impróprio para consumo!



Café Tradicional – Os mais baratos das gôndolas e também as marcas mais conhecidas por nós. Esses cafés tem grãos irregulares, uma quantidade de sujeiras permitidas como galhos, folhas e até grãos mais passados. Eles são constituídos de gãos arábica, robusta/conilon ou blendados e por isso recebem uma torra bem forte para igualar seu sabor.

Café Extraforte – Seguem o mesmo parâmetro dos cafés tradicionais, porém recebem uma torra ainda mais forte, deixando seu sabor mais acentuado e amargo. Não se engane, um café forte não é um café com mais cafeína, e sim mais torrado!

Nota de  QG  >= 4,5 e < 5,9.

Café Superior – São cafés um pouco melhores que os tradicionais por conterem uma quantidade menor de imperfeições e sujidades, e ainda permitem um blend de grãos arábica e robusta/conilon.
Nota de  QG  >= 6,0 e 7,2

Café Gourmet – Há um cuidado ainda maior com a qualidade dos grãos e quantidades de defeitos permitidos (limite de 13 a cada 300g de café). Pode-se assim controlar melhor a torra dos grãos ampliando suas notas e percepção de sabores. Somente grãos 100% Arábica.
Nota de QG>= 7,3 até 10


 É reconhecido mundialmente uma categoria ainda melhor do que a gourmet creditada pela BSCA – Brazil Specialty Coffee Association, a de Cafés Especiais! Esses cafés seguem em uma linha de origem 100% controlada, ou seja, sabe-se exatamente a origem do cultivo de cada lote garantindo a segurança de seus trabalhadores (evitando assim o trabalho escravo e o trabalho infantil, possivelmente ainda existentes no trabalho agrícola).

Além disso os Cafés Especiais são ISENTOS DE DEFEITOS, ou seja, nada de sujeirinhas no seu precioso pó, somente grãos altamente selecionados na sua torra de preferência! Bom, né?
Nota pessoal: Esse é realmente um café diferenciado, mesmo quando esfria seu sabor continua agradável.

Por isso, na sua próxima ida ao supermercado, procure ler o rótulo do café que você sempre compra e descubra em qual categoria ele se encontra. Além disso, aproveite todo esse conhecimento inicial e teste diferentes categorias de cafés na sua casa, ou ao frequentar suas cafeterias preferidas, pergunte mais sobre a bebida servida e sinta as diferenças.



Fonte:
http://www.suacasasuafesta.com.br/life-e-style/cafes-como-escolher

Em defesa da Cultura Brasileira